Zé Trovão foi achado no México pela PF e sua deportação já está sendo negociada

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Foragido da Justiça, o paulista e caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, mais conhecido como “Zé Trovão”, foi localizado nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal, após uma semana desaparecido. Ele está hospedado em um hotel na Cidade do México. Zé Trovão saiu do Brasil antes do mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, no último dia 3, por incitação a ato antidemocrático nas manifestações de 7 de setembro. 

O caminhoneiro vem ganhando notoriedade ao convocar seus pares a promover mobilizações pelo país, em atos de protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e de apoio às causas bolsonaristas. “Estou sendo perseguido politicamente, com mandado de prisão e com risco de nunca mais ver minha família”, disse em tom dramático em vídeo postado nesta quarta-feira (8) no Facebook. “Queremos que o senhor, presidente, faça um vídeo pedindo para nós abrirmos as pistas [das estradas]. Sem isso, eu não vou fazer”, frisou na postagem.

O caminhoneiro foi acusado de organizar via redes sociais manifestações violentas no feriado de 7 de setembro e, com isso, teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 3. Em uma de suas últimas postagens, Zé Trovão externou publicamente ameaças à Corte e em outras mensagens costuma defender a volta da ditadura.

Com milhares de seguidores em canais no YouTube e em outras mídias, Zé Trovão se tornou uma figura popular entre seus colegas de profissão pelo tom radical que imprime ao seu discurso. Até a decretação de sua prisão, ele tinha residência fixa em Joinville, em Santa Catarina. Antes, porém, já havia morado no Paraná e em Minas Gerais.

EM AGOSTO, ELE COMEÇOU a aumentar o tom das postagens sobre as manifestações do 7 de setembro e o STF. “Vamos lutar contra os desmandos da Justiça brasileira”, disse em um dos vídeos. “A Justiça começa pela limpeza dos 11 ministros do STF”, declarou em outra postagem. Em uma delas, mais recente, Zé Trovão admite que sua vida está “destruída” depois que começou a atuar mais ativamente no movimento a favor de Bolsonaro.


O advogado do caminhoneiro, Levi de Andrade, informou que entrou com um pedido de habeas corpus no STF. Andrade também afirmou que, a priori, Zé Trovão não deverá se entregar às autoridades. “Ele está em um lugar seguro. Muda de lugar a cada 6 horas e de carro também. Ele sabe que a qualquer momento pode ser preso, mas está preparado psicologicamente”, disse Andrade em entrevista ao nesta quinta-feira (9) , no período da manhã.

Uma hora depois Zé Trovão foi localizado e sua prisão e consequente deportação está sendo negociada pela embaixada brasileira, que falou com ele no hotel onde está hospedado.



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