WALDIR COSTA – Mulheres perdem espaços na política em Rondônia este ano

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Mulheres – Impressiona o desinteresse da mulher na política. Dos 52 municípios de Rondônia, apenas seis elegeram mulheres-prefeitas, número insignificante para quem domina o colégio eleitoral do Estado. Dos 24 deputados estaduais, temos, apenas, duas mulheres: Rosângela Donadon (PDT-Vilhena) e Cássia Muleta (Podemos-Jaru). A câmara de vereadores de Porto Velho tem 21 membros. No mandato atual, que terminará no final do próximo mês de dezembro há quatro mulheres eleitas em 2016, mas a partir de janeiro somente duas estarão no parlamento mirim: Elis Regina (Podemos), que foi reeleita, mais uma vez, e Márcia Helena Martins (PP), ou seja, menos de 10% da composição do parlamento mirim da próxima legislatura, pouco para quem tem o maior número de eleitores no município, no Estado, no País.  

Mulheres II – Mais exemplo da falta de participação da mulher? Somente seis foram eleitas prefeitas entre os 52 municípios do Estado. A vereadora e atual presidente da câmara de Ariquemes, Carla Redano (Patriota) é o destaque das eleições deste ano. Foi escolhida vice do ex-deputado estadual Tiziu Jidalías (Solidariedade) em convenção, mas foi preterida, dias depois, porque Tiziu alegou “intervenção de Deus”, para substituí-la. Carla se candidatou a prefeita e foi vitoriosa. Também foram eleitas prefeitas Lisete Marth, do PV (Cerejeiras), Sheila Mosso, DEM (Chupinguaia); Raissa Bento do MDB (Guajará-Mirim), Valéria Garcia, do PP (Pimenteiras) e a professora Poliana Gasgui, do Pros (Vale do Paraíso).

Abstenção – Como se esperava o índice de pessoas que não compareceu às urnas para votar nas eleições em segundo turno do último domingo (29), foi elevado. Em Porto Velho, único município com eleições em duas etapas a abstenção foi elevada (34,12%, mas nos demais 

municípios brasileiros, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso o índice também esteve alto (29,50%). Em colunas anteriores as eleições do último domingo já alertávamos sobre a necessidade de os concorrentes buscarem reduzir a abstenção, que no primeiro turno já foi elevada, em torno de 30%, e ficou evidente, que boa parte do eleitorado não queria votar, por algum motivo.  

Abstenção II – O prefeito Hildon Chaves (PSDB) foi reeleito sem surpresas. Quando decidiu, já no “apagar das luzes” a concorrer à reeleição, já se tinha certeza, que ele estaria no segundo turno, mas não se sabia com quem. A princípio seria com o fenômeno nas eleições a governador em 2018, o jovem advogado Vinícius Miguel (Cidadania), que aparecia bem nas pesquisas, mas que acabou perdendo espaço nas duas semanas anteriores ao primeiro turno e quem chegou na segunda colocação foi a vereadora Cristiane Lopes (PP), que já tinha demonstrado, que era boa de voto nas eleições de 2016, quando se elegeu vereadora, e em 2018, quando foi muito bem votada a deputada federal, mesmo realizando uma campanha franciscana.  


Planejamento – Acreditamos que Hildon, tendo um segundo turno garantido, já deveria ter se preparado para isso e fazer os ajustes necessários com as lideranças de os demais partidos. Além dele e de Cristiane, mais 13 candidatos concorreram no primeiro turno e já se antecipava, que Hildon estava no segundo turno em todas as pesquisas, sérias, realizadas no município. À Cristiane também faltou uma equipe mais bem preparada. É que hoje, devido a tecnologia, não existe mais campanhas de denuncismo, mas sim de proposta e de boa identificação com o eleitorado, ainda mais para ela, que como vereadora teria que fiscalizar o executivo e não denunciar. O prefeito Hildon venceu, mas não tão fácil, ou menos difícil, como poderia ser, pois a diferença foi de pouco menos de 18 mil votos, que num universo superior a 330 mil não representa muito. O importante é que vencedores e vencidos se unam em torno dos interesses da capital. A disputa eleitoral acabou e o vencedor deve, e precisa, de apoio dos demais, jamais da conivência, da subserviência, mas sim da parceria.  

Respigo  

A representatividade pequena da mulher na política nas eleições deste ano em Rondônia, pode ter reflexo da Operação Reciclagem, realizada pela Polícia Federal (PF) em setembro último, quando foram presas duas prefeitas acusadas de corrupção: Glaucione Rodrigues (MDB) de Cacoal e Gislaine Lebrinha (MDB) de São Francisco do Guaporé. Também foi cassada (2018) a prefeita de Vilhena, Rosani Donadon (PSC) por irregularidades no registro da candidatura em 2016, quando foi eleita +++ Rosani concorreu este ano, mas foi derrotada pelo prefeito Eduardo Japonês (PV). A participação da mulher é diminuta, pequena, mínima, infelizmente +++ Os prefeitos, vices e vereadores eleitos em Rondônia têm até o próximo dia 15 para prestar contas de campanha para a Justiça Eleitoral. E a Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até o dia 18 de dezembro para diplomar os eleitos +++ De hoje (30) até o dia de diplomação teremos algumas surpresas no processo eleitoral deste ano em Rondônia. Vários eleitos, que já estão com os ternos prontos deverão ter problemas para receberem o diploma +++ Quem praticou irregularidades no processo eleitoral deve ficar atento. Quem viver verá…



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