WALDIR COSTA ESCREVE – Gasolina em Rondônia está entre as mais caras do País

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A cartelização na venda de combustíveis em Rondônia não é novidade. As denúncias são constantes e explícitas e, para isso, basta acompanhar as reduções e aumentos nas usinas e constatar que os preços são abusivos. Também a fiscalização, principalmente do governo do Estado, via Procon é falha, quase inexistente. O Ministério Público (MP), onde estão depositadas muitas esperanças da população, não somente no campo político, mas também no empresarial, de ações efetivas contra os abusos praticados contra a economia da população, no caso a venda de combustíveis poderia ser mais constante aos abusos nos preços dos combustíveis no Estado.  

É difícil o mês que não ocorrem mudanças no preço da gasolina nas usinas, quase sempre entre 4% a 5%, para cima ou para baixo. A prática é normal devido as oscilações do dólar e a necessidade de enquadramento ao mundo globalizado.  

Ocorre que as reduções dos preços nas usinas, que já ocorreram duas ou três vezes seguidas, em cerca de 15 dias, como no início deste ano difícil de convivência com o coronavírus, são ignorados pelos revendedores em Rondônia. Quando muito, a baixa do preço ocorre uma vez. Duas delas são “esquecidas”, mas quando é alta, no dia seguinte já são praticados nas bombas, numa clara demonstração de desrespeito com o consumidor, ignorância e desafio as autoridades, que deveriam fiscalizar e punir a ação nociva à economia popular, além da notória prática de cartel, pois os preços são diferenciados em centavos entre os postos.  

Devido a cartelização ocorre o sobre preço. As baixas foram três, mas somente uma ocorre e, assim mesmo, dias depois. Quando o preço volta a subir é praticado imediatamente e as reduções, que foram ignoradas aumentam os lucros e o valor do litro de combustível.  

O preço médio da gasolina comum no Brasil teve alta de 0,64% na primeira quinzena deste mês de outubro em relação a setembro. No Paraná, por exemplo, a alta foi de 0,43% e a média do preço do litro subiu de R$ 4,227 para R$ 4,245. Por que em Rondônia, que recebe gasolina da usina de Manaus, via fluvial, transporte muito mais barato que o rodoviário, utilizado no Paraná o litro da gasolina custa muito mais que no Paraná?  


Hoje não se encontra gasolina em Porto Velho com preço inferior a R$ 4,57 o litro. A gasolina Dura Mais, brasileira, que deveria ter valor inferior custa R$ 4,70.  

Esta semana a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Arinna, que investiga quadrilha nacional especializada em adulteração de combustível. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em vários estados, inclusive em Rondônia. Isso significa que o combustível está sendo adulterado em Rondônia. Qual a participação do sindicato da categoria na defesa dos sindicalizados, que estariam vendendo combustíveis adulterados?

Os organismos fiscalizadores de Rondônia, com maior ênfase para o Procon, que é mantido pelo governo do Estado devem cumprir uma das obrigações, que é a de fiscalizar e coibir crimes contra a economia popular. A cartelização denunciada, cobrada e explicitada inúmeras vezes deve ser investigada, porque estamos passando por um ano atípico, difícil econômica, social e politicamente, e o povo, carente do apoio das autoridades, que são pagas por ele, justamente para se evitar e, se for o caso, punir a quem não cumpre as leis.



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