WALDIR COSTA — Energisa deve R$ 1,7 bilhão e quer pagar menos da metade

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CPI – O presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Laerte Gomes (PSDB/Ji-Paraná) foi enérgico, quando discursou na audiência pública da CPI da Energisa desencadeada pela Ale, após denúncias constantes da população de irregularidades praticadas pela empresa, que detém a concessão de distribuição de energia elétrica no Estado. Citou a maioria dos abusos como cobrança de tarifas que não espelha a realidade do consumidor, otimização dos relógios contadores, cortes de energia em finais de semana e feriados, dentre outras irregularidades.

CPI II – A Energisa assumiu o comando da distribuição da energia elétrica no Estado, em outubro de 2018 com o compromisso de investir na melhoria da qualidade do serviço e até de reduzir o custo do quilowatt, mas não foi isso que ocorreu. A Energisa pagou (sic) o preço simbólico de R$ 50 mil e assumiu a Ceron (passivo e ativo). A Energisa deve R$ 1,7 bilhão ao Estado, “mas quer pagar menos da metade”, disse Laerte, porém para cobrar “é muito ágil”, afirmou o presidente da Ale. “Eles vão ter que pagar tudo o que devem para o Estado, sem descontos. Um projeto desses só passa na Assembleia se me cassarem o mandato”, avisou.

Bolsonaro – Hoje (12) à tarde o presidente Jair Bolsonaro deve anunciar a sua saída do PSL. É provável que anuncie o novo partido, onde ele espera atrair pelo menos 100 deputados oriundos do PSL, Novo, DEM, PP, PTB, PL, Podemos e até do PSDB. Criando um novo partido (Aliança Pelo Brasil) a migração não implicaria em problemas, como a perda do fundo partidário e o tempo de TV a que cada um tem direito pela Lei Eleitoral. Bolsonaro está insatisfeito com o presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar, por isso a busca de opção.

Futuro – Em Rondônia Bolsonaro tem apoio de duas alas dentro do PSL. Uma liderada pelo governador Marcos Rocha e a outra pelo deputado federal coronel João Chrisóstomo de Moura. Dificilmente ambos estarão caminhando no mesmo partido e um deles deverá permanecer no PSL. Como teremos eleições municipais (prefeito, vice e vereador) no próximo ano, que serão fundamentais para as eleições gerais de 2022 (presidente e vice, governadores e vices; uma das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas) as apostas estão abertas sobre quem ficará com Bolsonaro em Rondônia: Marcos Rocha ou João Chrisóstomo?  

CPI – Os deputados membros da CPI da Energisa, que investiga denúncias de abusos cometidos pela distribuidora de energia elétrica no Estado instalada pela Assembleia Legislativa (Ale) promoveram audiências públicas em Ji-Paraná e Cacoal na última segunda-feira (11). Valores de tarifas abusivos, oscilação de energia, cortes de fornecimento, contadores funcionando com aparelhos desligados foram algumas denúncias são denúncias que predominam nas audiências. O relator da CPI, Jair Montes (Avante-PVH) disse que “estamos sendo roubados, entramos em casa de mãos pra cima. Ela está forçando o consumidor a pagar valores elevados, com a ameaça de cortes. Criamos a CPI e estamos sofrendo pressões. Mas, não vou me acovardar. Estamos lutando contra uma grande corporação, com muita força econômica. Não vou retroceder, a CPI não vai retroceder”.


Respingo

O Brasil é ‘uma democracia que assegura excesso de direitos e pouquíssimos deveres’, com ‘Estado paizão’. A frase, das mais oportunas é do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), porque o País passa por momento de enorme ignorância à Constituição, na verdade uma “colcha de retalhos” +++ O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia tem desde ontem (11) novo titular na Corte Eleitoral. O juiz federal Marcelo Stival foi empossado no cargo para o período 2019/21 e participará dos julgamentos das eleições municipais do próximo ano +++ A precariedade da maioria das estradas estaduais tem mobilizado os deputados estaduais nas sessões ordinárias das terças-feiras e quartas-feiras. A coluna foi fechada antes da sessão ordinária de hoje (12), que tem horário regimental oscilando entre 15h e 15h30, mas certamente as cobranças do DER-RO serão muitas devido as condições ruins das rodovias pavimentadas, que estão esburacadas e as de leito natural, com problemas de tráfego e até de isolamento em certas regiões.



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