Um rondoniense é eleito presidente do Senado Federal nesta segunda-feira (1)

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RODRIGO PACHECO DURANTE O SEU BREVE DISCURSO DE POSSE

O novo presidente do Senado Federal, eleito no final da tarde desta segunda-feira (1), é um rondoniense. Nascido em Porto Velho, Rodrigo Otavio Soares Pacheco (DEM-MG) foi criado na cidade de Passos, em Minas Gerais e se mudou para Belo Horizonte quando jovem, onde cursou Direito pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais).

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e apadrinhado pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), Rodrigo Pacheco confirmou o favoritismo e se elegeu com 57 votos contra 21 para Simone Tebet (MDB-MS).

Sua principal concorrente acabou se tornando uma candidata independente após ser preterida pelo próprio partido. Pacheco construiu uma base de apoio sólida, com 11 partidos, tanto governistas quanto da oposição, como o PT e a Rede. Alcolumbre foi o principal articulador da campanha de Pacheco e investiu em manejar cargos importantes do Senado nas mãos dos principais apoiadores de sua gestão, segundo relatos de senadores ao UOL.

Uma estratégia da campanha de Pacheco foi costurar apoios antes mesmo que o MDB tivesse lançado um candidato. Quando Simone foi anunciada, bancadas partidárias que ela tinha como apoios certos já estavam rachadas, como o Podemos e o PSDB.

A pá de cal à candidata aconteceu quando parte do MDB preferiu se aliar a Pacheco e a Alcolumbre em busca de melhores cargos no Senado aos quais provavelmente não teriam acesso se continuassem apoiando Simone. Quando emedebistas perceberam que ela não conseguiu juntar todo o apoio esperado, a bancada foi liberada e seus senadores passaram a negociar espaços com Alcolumbre.


Parte de parlamentares que não se juntaram a Pacheco alegam que o Planalto também agiu nos bastidores oferecendo cargos na administração pública e a operacionalização de recursos em troca de apoio ao candidato. Para uma ala dos opositores de Alcolumbre e Pacheco, os apoios tão fechados e rápidos apontam para o chamado “toma lá, dá cá”.

A trajetória política

Rodrigo Pacheco, enquanto advogado, atuou na área criminalista e integrou a banca de defesa dos dirigentes do Banco Rural, réus do mensalão. Ele foi favorável ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, e já ocupou o cargo de conselheiro seccional da OAB-MG (Ordem dos Advogados de Minas).

A família de Pacheco é conhecida em Minas Gerais por ser dona de uma empresa de transporte terrestre. Pacheco é tido de perfil discreto, com foco nos bastidores, e está em seu primeiro mandato no Senado. Antes de chegar à Casa, ele se elegeu deputado federal em 2014 quando no MDB.

Pacheco tentou ser prefeito de Belo Horizonte, em 2016, mas não obteve sucesso. Em 2018, foi eleito senador. Enquanto deputado federal, ele presidiu a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara na época em que se discutiam as acusações contra o então presidente da República Michel Temer (MDB).

Embora tenha sido apadrinhado por Alcolumbre nesta eleição, ele não foi a primeira opção do amapaense. Alcolumbre pretendia se recandidatar ao cargo, mas teve os planos limados devido a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).



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