Tráfico é causa de 30% de prisões em Rondônia

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Em Rondônia, quase 30% dos detentos estão presos por tráfico de drogas, ginformou o procurador-Geral de Justiça, Airton Pedro Marin Filho, durante o I Congresso em Dependências Patológicas de Rondônia, promovido pela Casa Família Rosetta, nesta terça e quarta-feira (16 e 17/05), em Porto Velho. 
Ao ministrar palestra com o tema ‘Tráfico de Drogas em Rondônia’, na manhã desta terça, o chefe do MP rondoniense fez uma abordagem histórica acerca do problema, cujo início, conforme pontuou, remonta ao período de instalação do garimpo na Capital do Estado, na década de 80.
Airton Pedro Marin Filho falou, também, sobre os danos culturais, sociais, econômicos e ambientais, gerados pelo intenso fluxo migratório e pelo ciclo de exploração desordenada de minérios na região, destacando a deficiência dos serviços públicos ofertados em Rondônia, à época, recém-elevada à categoria de Estado. “O próprio regime de trabalho nas dragas instaladas no rio Madeira fazia com que os garimpeiros recorressem às drogas para conseguir ficar mais tempo submersos em busca de ouro”, detalhou. 
Fazendo um apanhado desse momento, o procurador-geral lembrou que, com o encerramento de grande parte da atividade garimpeira na década de 90, instalou-se uma de crise na região, o que só acentuou a operação do tráfico de drogas, moeda utilizada para a compra de armas e ouro.
Tal cenário, segundo ressaltou o Chefe do Ministério Público, reflete na sociedade rondoniense até os dias de hoje. “Criou-se uma cultura de fornecimento e consumo de drogas”, disse, ao acrescentar que, dos 9 mil detentos do Estado, 2.441 estão presos por tráfico. Em Porto Velho, o berço do problema, de acordo com Airton Marin, o tráfico é a causa responsável pela prisão de 1.325, do universo de 4.413. “O Estado não conseguirá vencer a luta contra o tráfico de drogas sozinho. Precisa da sociedade civil organizada, de instituições como a Casa Família Rosetta, que trata o problema com o olhar do resgate, da reinserção. A função do Ministério Público é de ser este braço direito da sociedade”, ratificou ao final de sua palestra.



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