19 de setembro de 2021
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Tite completa 3 anos na seleção brasileira: de ídolo nacional a alvo de vaias

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Tite foi de intocável a reles mortal. Ontem, quinta-feira (20), o técnico completou o terceiro ano à frente da seleção brasileira justamente quando é alvo de maiores pressões externas e contestações. A data chega durante a Copa América no Brasil, após o 0 a 0 com a Venezuela.

Em 20 de junho de 2016, ele recebia um beijo no rosto do então presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, ganhava uma camisa de presente para sua mãe, Dona Ivone, e proferia aos jornalistas as primeiras palavras no cargo. O salto de qualidade nas atuações da equipe, de forma quase instantânea, alçaram o técnico Tite à condição de ídolo nacional.

Três anos depois, ele deixou a Fonte Nova sob vaias . A seleção só acertou uma finalização a gol em 19 tentativas, encerrando os 100% de aproveitamento do técnico em casa, após 12 jogos. Sem provocar o mesmo fascínio de antes, Tite prometeu melhora:

“Temos obrigação, sim, de jogar melhor e ter o resultado. A expectativa é que a seleção evolua no decorrer da competição. Vamos evoluir. Podem me cobrar”, avisou.

Derrotas são raras, é bem verdade. Em três anos, foram só duas nas 38 vezes que o Brasil entrou em campo — a mais doída para a Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo. Mas as vaias à seleção nos primeiros jogos na Copa América são o desabafo de uma torcida que espera a rearrumação do time no ciclo que se iniciou após a eliminação na Rússia. Dos titulares na Fonte Nova, oito são convocados desde que Tite assumiu. O trabalho não está começando do zero


Por enquanto, a retomada das boas atuações não vingou, especialmente no ataque. As tentativas quase desesperadas de variação contra a Venezuela apontam que ainda não há uma confiança cega em uma formação ofensiva. Com o desempenho ofensivo irregular, a equipe corre risco até de terminar em terceiro no Grupo A.

Para ser primeiro sem depender de outros resultados e cruzar com um adversário teoricamente mais fácil nas quartas de final, o Brasil enfrentará o Peru, na sexta-feira, na Arena Corinthians, com a obrigação de vencer.

O time ideal, sobretudo pela ausência de Neymar, ainda é um quebra-cabeça em processo de montagem. O atacante, por si só, mexeu com as bases da seleção pelo comportamento em campo e pelos problemas fora dele. O técnico apostou no craque como capitão, mas ficou na parede diante de um soco dado pelo jogador em um torcedor e lhe tirou a faixa. Mas nem o episódio fez com que Tite deixasse de derramar elogios a Neymar. A cortesia se estende ao pai do jogador.

Defensor de trabalhos a longo prazo, Tite também se vê num cenário de dificuldade para reencontrar o ponto de equilíbrio no meio. Nomes importantes ficaram pelo caminho, como Paulinho e Renato Augusto. O momento atual demanda adaptação a um esquema tático novo, já que o 4-1-4-1 deu lugar ao 4-2-3-1, e a busca pelo sucesso da conexão entre o que Tite tem na cabeça e a prática da seleção com



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