Sintero faz passeata em JP e protesta contra reforma da previdência

EM ADESÃO À CAUSA 90% DAS ESCOLAS ESTADUAIS DA CIDADE ESTÃO PARADAS

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Nesta manhã de terça-feira (28), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rôndonia – Regional Machado (Sintero), organizou uma passeata que começou em sua sede, no Primeiro Distrito, e terminou em frente ao prédio da Representação de Ensino Estadual, na avenida Seis de Maio. Participaram da ação cerca de 200 pessoas, a maioria professores e associados do órgão de classe. O objetivo foi o de protestar contra a votação da PEC 287, que vai regulamentar mudanças no sistema previdência brasileiro e deverá ser votada já na semana que vem.

Segundo a diretora da regional do Sintero, Noêmia de Oliveira Silva, a reivindicação do órgão é pela rejeição total dos dispositivos propostos. “Queremos que esta reforma seja rejeitada na íntegra. Não queremos que nada seja alterado”, declarou ela à reportagem do Repórter RO. Ela informou que esta luta já tem uma participação muito grande dos professores em todo o Brasil e também em Rondônia. “Só em Ji-Paraná já estamos com atividades paralisadas em 90% das escolas estaduais em adesão a esta causa”, continuou a diretora.

Ela acrescentou que esta a marcha da manhã não é uma movimentação apenas da Educação, mas dos trabalhadores em geral, porque todos serão prejudicados se as novas regras para aposentadoria foram aprovadas pelo Congresso. “Esta manifestação está só começando. Nesta sexta-feira estamos chamando todo mundo para uma greve geral e nacional. Todos os trabalhadores precisam protestar”, reiterou Noêmia.

A professora Regina Lopes , delegada de base, que também participou da passeata, comentou que estes protestos exigem mais transparência entre outras medidas. “Temos informações seguras que a Previdência arrecada R$ 694 bi e que gasta R$ 683 bi. E que em 2014 a Previdência tinha um lucro de R$ 39 bi e agora está sendo informado um prejuízo de R$ 40 bi. Como a situação pode ter mudado tanto em tão pouco tempo. A sociedade precisa ter acesso a números verdadeiros e, por isso, a reforma precisa ser mais discutida com os trabalhadores”, declarou a este site. “Isto sem falar nas empresas, que devem grandes fortunas para o INSS e não são cobradas pelo governo”, alinhavou.



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