Sífilis, um problema para grávidas em Cacoal

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A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Cacoal alerta a população para a importância do tratamento da sífilis durante a gravidez.  Mulheres diagnosticadas com a doença sexualmente transmissível podem sofrer aborto ou ter má formação do feto. Contudo, no município, existem algumas gestantes que não concluem o acompanhamento necessário. Em Cacoal, todo mês chegam ao Serviço de Atendimento Especializado de tratamento de hepatites virais, sífilis e do vírus HIV (SAE) novos casos de sífilis em gestantes. Atualmente, são cerca de sete grávidas em tratamento.

Segunda a enfermeira do SAE, Neuza Amaral, o tratamento é fácil e gratuito na rede pública, mas, apesar de todas as vantagens, existem mulheres grávidas que não concluem o tratamento ou o acompanhamento que deve ser feito mesmo após o nascimento da criança.

“A sífilis é uma doença sexualmente transmissível que também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez. A sífilis congênita está acontecendo por falha no pré-natal tanto da paciente, quanto do parceiro, e este acompanhamento deve feito mesmo após o nascimento do bebê”, explica a enfermeira.

A falta de adesão ao tratamento preocupa o setor de saúde, porque se a doença não for tratada durante a gestação pode ser transmitida ao bebê e causar diversos problemas, entre eles cegueira e surdez. “Na gestante a doença pode causar aborto ou má formação do bebê. O diagnóstico é feito por meio do teste rápido e o tratamento é simples”, garante Neuza. Quando tratada devidamente, a sífilis não é transmitida aos bebês. No entanto, Neuza adverte: “Quanto mais recente é a infecção da gestante, maior é o risco de ser passada para o bebê. O diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento também”.

Além de provocar abortos e a morte de bebês, crianças nascidas com sífilis e não tratadas podem desenvolver vários problemas, em especial nos dois primeiros anos de vida. Entre eles, estão atrasos no sistema neuropsicomotor, alteração do formato das pernas e do crânio, surdez, dentes malformados e lesões no fígado e no baço. Por isso, o medicamento também é garantido para o parceiro da gestante, evitando que ela volte a se contaminar com a doença. “Não só as gestantes, mas os parceiros delas devem ser tratados para evitar uma nova infecção”, avisa a enfermeira do SAE.


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