Sérgio Moro sobre conversas com Deltan Dallagnol: ‘Descuido meu’

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BOICOTE-  MORO: POPULARIDADE E DERROTAS NO CONGRESSO (Cristiano Mariz/VEJA)

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) afirmou, hoje, sexta-feira (14) que foi um “descuido” seu ter indicado ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal, uma pessoa “aparentemente disposta” a falar sobre imóveis relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo então juiz federal na operação Lava Jato.

“Eu recebi aquela informação, e aí sim, vamos dizer, foi até um descuido meu, apenas passei pelo aplicativo. Mas não tem nenhuma anormalidade nisso. Não havia uma ação penal sequer em curso. O que havia é: é possível que tenha um crime de lavagem e eu passei ao Ministério Público”, disse Moro após cerimônia na Polícia Rodoviária Federal, em Brasília.

Uma série de mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil mostra Moro orientou Dallagnol no âmbito da operação. Os diálogos no aplicativo Telegram foram obtidos, segundo o site, por uma fonte anônima que compartilhou o material. Em outros trechos das conversas divulgadas, Moro também queixou-se da apresentação de recursos que poderiam atrasar a execução de pena de um acusado e faz sugestões no cronograma de fases da operação.

O ministro alegou que a troca de informações entre as partes é uma rotina comum de juízes, promotores e advogados, mas disse não ter cometido nenhuma ilegalidade — apenas um “descuido formal”. “Eu acho que simplesmente receber uma notícia-crime e repassar a informação não pode ser classificado como uma conduta imprópria”, declarou. “Eu não cometi nenhum ilícito, estou absolutamente tranquilo com relação a todos os atos que cometi enquanto juiz da Operação Lava Jato.”



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