Com dados realistas e preocupantes teve continuidade o Seminário de Enfrentamento ao Uso Indevido de Álcool e Outras Drogas, do governo de Rondônia, cujo início foi nesta terça-feira (27), no Teatro Estadual Palácio das Artes, em Porto Velho.

O vice-governador, Daniel Pereira, que esteve no evento, lembrou o sofrimento do seu próprio pai com o excesso de bebida alcoólica em Luiziana, no Paraná. A superintendente estadual de políticas sobre drogas, Isis Queiroz, também contou o drama do irmão que morreu em consequência da dependência química, em Ariquemes. “Minha família foi despedaçada. Meu irmão consumiu muito e a rua inteira onde a gente morava foi levada pelas drogas em Ariquemes”, relatou Isis.

PSIQUIATRA JAIRO BOUER OI UM DOS PALESTRANTES DA NOITE

Mostrando projeções na tela a cerca de 400 alunos de escolas estaduais, uma delas lembrando os 1.440 quilômetros de fronteira com a Bolívia em Rondônia, a superintendente conclamou a população, acadêmicos e profissionais a “se darem as mãos, abrindo o coração para o debate”.

Ela revelou que, segundo dados da Superintendência de Estado de Políticas Sobre Drogas (Sepoad), Rondônia tem atualmente 679 mil usuários de drogas [37,99%] do total brasileiro.”Rondônia é o 7º estado brasileiro em consumo de bebidas alcoólicas (25,9%)”, frisou.

Precocidade — Baseado em dados do IBGE, o médico psiquiatra Jairo Bouer, ex-consultor do governo paulista no Projeto Prevenção, falou aos jovens da plateia com descontração, mas muita objetividade. Ele exemplificou que estudantes com menos de 15 anos já bebem e usam drogas no Brasil e que eles conhecem a bebida muito antes de entender o impacto que ela terá em suas vidas.


Segundo o médico, a Universidade Federal de São Paulo constatou em 2015 que 54% dos adultos pesquisados bebem pelo menos uma vez por semana. Na região Norte brasileira houve aumento de 33% deste número. Com relaçao ao quadro nacional ele alertou que a bebida alcoólica adquirindo contornos de uma verdadeira epidemia. “Atualmente, há 11,7 milhões de dependentes de álcool no País. Desta amostra 10,5% são de homens e 3,6% de mulheres”, reiterou o médico.



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