Sejus confirma: dos 71 fugitivos do sistema prisional de RO, somente 9 foram recapturados

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Apenas 9 dos 71 presos que fugiram este ano do presídio Ênio Pinheiro, em Porto Velho, foram recapturados segundo informou a secretária estadual de Justiça, Etelvina Rocha. A primeira fuga em massa foi registrada no dia 23 de fevereiro, quando 15 presos serrarem as grades da cela e escaparam. 

As fugas também foram registradas nos presídios de Cacoal e no Edvan Marino Rosendo (Urso Panda) em Porto Velho. No total, a secretária não soube informar quantos presos fugiram dessas unidades carcerárias, mas garantiu que 14 já foram recapturados em todo o estado.

De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (Singeperon), após o governo de Rondônia retirar os policiais militares da reserva remunerada que cuidavam das guaritas externas dos presídios, houve um considerado aumento de fugas de presos em diversas unidades do estado, principalmente na cidade de Porto Velho.

Segundo a secretária, atualmente o presídio Ênio Pinheiro tem 296 presos, sendo que 150 estão alojados em celas separadas provisoriamente no presídio Milton Soares de Carvalho, o 470, e mais 56 no presídio Urso Panda. “Acredito que até o mês de maio o presídio Ênio Pinheiro será desativado. Todos os presos serão classificados e realojados no novo presídio 603 que será inaugurado muito em breve”, disse Etelvina. 

A secretária explica, ainda, que na última sexta-feira (12) sua equipe montou uma força tarefa para identificar os presos que podem ter benefícios dados pela Justiça para diminuir o número de apenados na unidade. “Nós encaminhamos nome de 40 presos para a Vara de Execuções Penais para que sejam concedidos benefícios para eles”, explicou. 


SOBRE A RECAPTURA DOS foragidos, Etelvina Rocha disse que foi montada uma força tarefa junto com a Polícia Militar e Polícia Civil e estão em pontos estratégicos usando o setor de inteligência para recapturar os demais foragidos.

De acordo com o Singeperon, além da transferência de presos, a Sejus teria solicitado a interdição do Ênio Pinheiro, sob alegação de que a interdição das torres acabaram deixando os apenados, de certo modo, prejudicados, bem como a segurança prisional fragilizada e deixam de estar sob o monitoramento visual dos agentes penitenciários.

O sindicato ainda diz que já havia pedido interdição da unidade prisional e “notificado os órgãos competentes responsáveis sobre o caos e abandono do presídio, inclusive com toda sua estrutura comprometida. O Sindicato encaminhou ofícios relatando e pedindo providências do Ministério Público, Sejus e solicitou vistoria do Corpo de Bombeiros”.



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