O reajuste na conta de energia elétrica pode prejudicar o nível do crescimento econômico de Rondônia e causar a demissão de 5 mil trabalhadores, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO).

Em um comunicado, a Fecomércio afirmou que está vendo com preocupação o reajuste de 24,75% para residências e de 27,12% para o consumidor que usa alta tensão.

Desde o começo do reajuste, a federação diz ter recebido reclamações de comerciantes que alegam uma cobrança superior aos 27% na tarifa elétrica. “A questão principal, que faz com que a Fecomércio considere o tema importante, são os impactos sobre a vida econômica do estado”, afirma a entidade.

SEGUNDO A FECOMÉRCIO, a elevação dos custos de energia para micros e pequenas empresas pode causar desemprego de mais de 5 mil pessoas. Essas demissões podem impedir a “melhoria do nível da atividade econômica que era esperado pelo comércio”. A Federação do Comércio também reitera que o reajuste na energia “pode criar uma expectativa ruim aos negócios”.

De acordo com a Energisa, que comprou a Ceron em 2018, a cobrança da tarifa é em cumprimento à decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) “apenas nesta fatura está contabilizado o consumo referente ao período em que a liminar esteve em vigor”. Ao todo, o estado tem 641 mil unidades consumidoras de energia.




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