Secretário estadual de Saúde adverte: restrições podem aumentar ainda mais em RO

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O SECRETÁRIO ESTADUAL DE SAÚDE, FERNANDO MÁXIMO

O secretário estadual de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, afirmou nesta terça-feira (1º), que o governo pode adotar medidas mais restritivas no Natal e Ano Novo caso a população não se conscientize e os casos de Covid-19 continuem aumentando exponencialmente no estado.

“O Governo tomou uma medida importante que foi restringir algumas áreas de alta contaminação do vírus, como: boates, festas e grande eventos. A gente acredita que isso possa diminuir um pouco a contaminação e não ter que regredir de fase. Entretanto, não é algo que se consegue prever 100% porque há uma série de fatores, entre eles, o comportamento da população. As pessoas estão aglomerando muito, andando sem máscaras e isso faz com que aumente o número de casos“, alertou Máximo.

O estado apresenta alta expressiva da taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Nesta terça (1º) os números apontam:

  • 70% de ocupação dos leitos de UTI do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron);
  • 70% de ocupação na Unidade de Assistência Médica Intensiva (AMI);
  • 100% dos leitos ocupados no Hospital Regional de Cacoal;
  • 100% de ocupação no Heuro de Cacoal;
  • 100% no Hospital Cândido Rondon de Ji-Paraná; e
  • 85% de ocupação no Hospital de Campanha.

Quanto ao número de novos casos, segundo boletins da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foram registrados 8.872 novos casos de Covid-19 em um mês — de 31 de outubro a 30 de novembro.


“As atividades que mais aumentam o número de contágio pelo vírus são aquelas em boates, bares e eventos grandes, que são lugares onde as pessoas não usam máscaras, aglomeram e não respeitam o distanciamento. E depois que chega em um certo nível de embriaguez aí é que não colocam máscaras mesmo”, avaliou  o secretário.

AUMENTO DE TESTES — Nos meses de julho, agosto e setembro, o Laboratório Central de Rondônia (Lacen) chegava a receber mais de mil amostras por dia. As equipes trabalhavam em três turnos, finais de semana e feriados.

Em outubro, houve queda nos casos e redução de 200 a 300 amostras por dia. Porém, em novembro, o laboratório voltou a receber e processar de 800 a mil amostras por dia, enviadas por todos os municípios de Rondônia.

O alto índice de casos positivos da doença também chama a atenção. Antes, de cada 100 exames, 20 davam positivo. Agora, de cada 100 exames analisados, metade resulta positivo.



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