Saga de Rondon e Roosevelt inspiram filmagem em Espigão do Oeste

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A filmagem de “Rio da Dúvida – Expedição Científica Roosevelt-Rondon” está sendo encerrada, hoje, terça-feira (22), em Espigão do Oeste. As filmagens continuam no Rio de Janeiro para encerrar a “aventura-documento” da saga de dois líderes obstinados, o presidente americano Theodore Roosevelt e Cândido Mariano da Silva Rondon. Ambos protagonizaram a grande aventura de tentar colocar no mapa do país um rio totalmente desconhecido, o Madeira, com 1.500 quilômetros de extensão.

“A produção aqui tem uma importância histórica porque é onde se concentraram dois terços do trabalho de Rondon. E sem sombra de dúvida a região de Espigão do Oeste representou grandes dificuldades para a expedição. Que significam a oportunidade de mostrar a grandiosidade do trabalho do desbravador, foi um momento de glória para Rondon”, disse o pesquisador, roteirista e coprodutor Mário César Marques.

O PESQUISADOR MÁRIO MARQUES CONVERSA COM O VICE-GOVERNADOR DANIEL PEREIRA NO LOCAL DAS FILMAGENS

A equipe de 25 profissionais chegou no município em três etapas, nos dias 6, 10 e 14 de agosto e baseou-se na fazenda Três Corações, cedida por Florisvaldo Alécio de Barros à produção e situada a cerca de 85 quilômetros da cidade, com acesso precário.

Foi lá que Mário recebeu o vice-governador Daniel Pereira e o subchefe da Casa Civil, Waldemar Albuquerque, onde conversaram sobre ações como palestras e exibição de pequenos vídeos (making of) das filmagens, para que a população conheça mais sobre a expedição, uma iniciativa de Roosevelt após ser derrotado na pretensão de conseguir um terceiro mandato presidencial, em 1912.

“Os dois personagens têm em comum o gosto pela natureza, pela ciência e aventura. Eles constroem talvez a aventura mais esplêndida deles aqui em Rondônia, passando a expedição também por Vilhena e Pimenta Bueno. É um privilégio estar aqui no local onde estes dois vultos estiveram”, disse o vice-governador Daniel Pereira.


Ele registra que Rondon está presente em todos os cantos do estado.  “Em Vilhena, tem a Casa do Rondon. Aqui, onde estamos, é a margem do rio que ele desbravou com o parceiro Roosevelt. Do outro lado, no Vale do Guaporé, temos a primeira grande obra herdada dos portugueses, o Forte Príncipe da Beira, abandonado na transição do Império para a República, e Rondon resgata para nós. E ele chega em Porto Velho mais ou menos na época da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. É um personagem mítico”,  afirma.

O apoio do governo estadual, da ordem de R$ 300 mil, foi confirmado pelo superintendente de Turismo Julio Olivar, que no sábado (19) acompanhou uma das últimas gravações, na cachoeira Quebra Canoas, não muito longe da fazenda Três Corações.



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