As intensas chuvas que caíram sobre o distrito do Riozinho, em Cacoal, causaram diversos pontos de alagamentos nesta quarta-feira (15) desalojando 15 famílias, que tiveram suas residências invadidas pela água. Elas já foram abrigadas em casas de parentes e em pontos de apoio montados pela prefeitura.  

“Estamos verificando a situação do rio desde terça-feira e informando as famílias que estamos à disposição de quem precisar deixar suas casas. Pedimos para que os moradores ficassem atentos ao nível do rio e que não demorassem para sair de casa”, declarou Francisco Nóbrega, diretor da Defesa Civil em Cacoal. Ele informa que os rios Machado, Pirarara e Tamarupá também estão sendo monitorados pela Defesa Civil diariamente, porque também estão com o nível no limite de suas calhas.

MORADOR FICA ILHADO APÓS RIO TRANSBORDAR EM RIOZINHO (Foto: Fernanda Bonilha/G1)

Letícia Lenir de Souza foi uma das pessoas atingidas pelo alagamento. Ela comprou há um ano uma casa no distrito e agora quer alugar outra residência. “Compramos essa casa aqui no Riozinho, mas não sabíamos que alagava. Agora estamos com as mãos atadas, pois vamos ter que alugar uma casa em Cacoal e tentar vender essa porque aqui não dá pra morar”, desabafa.

Apesar do nível elevado do rio Riozinho, muitos moradores insistem em permanecer na residência. O aposentado José Silvino dos Santos teve o quintal tomado pela enchente e mesmo assim diz que não vai sair do local. “Eu não tenho medo. Prefiro ficar no que é meu do que ir para casa dos outros”, diz o aposentado.

AS ÁGUAS DO RIO JÁ ESTÃO QUASE NO NÍVEL DA PONTE DA BR-364, QUE CORTA O BAIRRO RIOZINHO

Aulas suspensas — As aulas do campus do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) de Cacoal foram suspensas nesta quarta devido à cheia do Rio Riozinho, que alagou a estrada de acesso à instituição. O diretor geral do campus, Davys Sleman, explicou em nota à Imprensa que a medida é preventiva e visa evitar transtornos aos alunos e servidores. Disse o diretor em trecho do texto: “Nossa equipe tem acompanhado deste este risco. A probabilidade era grande e após essa madrugada de chuvas, se confirmou o avanço da água sobre a estrada. Como medida preventiva, decidimos suspender as atividades para que a integridade física de nossa comunidade estudantil não corra riscos”.




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