Rondônia registrou 2.167 casos de infecção de malária entre os meses de janeiro e abril deste ano, segundo o levantamento feito pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). Porto Velho registrou o maior índice entre os municípios, com 890 casos. Em 2018, foram confirmados 7.685 casos da doença em todo o Estado.

O levantamento apontou ainda que os municípios com maior índice da malária no estado são Porto Velho com 890 casos, Candeias do Jamari com 472, Itapuã com 85, Guajará-Mirim com 42, Ariquemes com 94, Alto Paraíso com 41, Machadinho com 51 e Nova Mamoré com 26 casos confirmados. 

O CICLO DE CONTAMINAÇÃO DA MALÁRIA

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente. No entanto, um tratamento tardio ou deficiente pode levar à morte.

Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, suor e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas mais característicos, têm náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. “Se a pessoa sentiu algum desses sintomas ou todos, ela precisa procurar uma policlínica para fazer os exames necessários para saber sele está infectado ou não. Se o tratamento for levado a sério pelo paciente ele terá uma recuperação rápida”, diz Valdir França, coordenador do Programa Estadual de Controle da Malária.

O  COORDENADOR EXPLICA que um dos motivos do aumento nos casos de malária em todo o Estado é a descontinuação das ações no combate ao mosquito. “Esse problema acontece principalmente porque, geralmente, no início e final de ano iniciam as férias dos servidores. Também tem a questão dos funcionários que estão se aposentando, e outros estão doentes e não conseguem mais borrifar veneno, o que diminui ainda mais o quadro de servidores para atuar nas ruas”, explicou Valdir França. 


Com a redução das águas dos rios, a quantidade de registro da doença eleva ainda mais, segundo o coordenador. “Agora, as águas vão começar a baixar e nós precisamos estar em campo para combater o mosquito. A preocupação do programa de combate a malária é de não deixar faltar os insumos que são medicamentos e inseticida residencial aplicado nas residências. Graças ao nosso empenho esses medicamentos não faltam para que a gente consiga fazer um bom trabalho em todo o Estado”, disse. 

PARA NÃO SER INFECTADO pelo mosquito, alguns cuidados simples podem ajudar na prevenção. “Evitar ficar exposto ao amanhecer na área rural e urbana, sempre usar blusa de manga cumprida, repelente e mosquiteiro, principalmente nas localidades onde há um grande número de casos confirmados”, orientou o Valdir França.



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