Por Sérgio Pires

Por que Rondônia poderia, numa negociação com o governo federal, abrir mão de parte do ICMS sobre os combustíveis (26 por cento na gasolina e 17 por cento no óleo diesel)  do consumidor final, sem risco de quebrar? O motivo essencial é que vivemos, por aqui, num mundo diferenciado do que a maioria dos Estados. Com um controle rígido de gastos; menos obesidade mórbida do Estado e aumento da produção e das vendas dos nossos principais produtos no nos mercados interno e externo, há um equilíbrio financeiro muito grande.

Comparando: o  Rio de Janeiro cobra 34 por cento de ICMS e, mesmo sendo produtor, tem o preço final maior do que o tem Rondônia. E está quebrado! .Por isso a imensa maioria dos Governadores não quer nem ouvir falar em renúncia de qualquer percentual em impostos, enquanto Rocha pode estufar o peito e dizer que aqui, mesmo com menos ICMS, ainda teremos um Estado equilibrado.

Aliás, sobre Marcos Rocha, ele virou notícia nacional ao ser o único Governador (depois veio o do Acre) a ficar ao lado do presidente Bolsonaro, na questão da redução do ICMS dos Estados, sobre o combustível. Obviamente que Rocha não concorda com a alíquota zero para o ICMS, para baixar o preço da gasolina, do óleo diesel e do gás para o consumidor final, mas aceita discutir e até está analisando a hipótese de congelar preços por aqui, dos derivados de petróleo. Rondônia é um dos estados que cobra percentual menor.

O tributo sobre combustíveis representa, no nosso Estado, 27 por cento de  todo o ICMS arrecadado. No ano passado, isso alcançou  mais de 1 bilhão e 100 milhões de reais. Mas Rocha garantiu que está ao lado do Presidente, de quem é parceiro de primeira hora, numa eventual negociação para baixar os percentuais do tributo estadual. Rocha, apenas para lembrar, seria candidato a deputado federal na última eleição, pelo PSL. Foi um pedido pessoal de Bolsonaro que o fez mudar de ideia e concorrer ao Governo.


Centenas de políticos se elegeram na onda Bolsonaro. Muitos são hoje considerados “traidores” do Presidente. O Coronel Governador, contudo, é um dos seus mais fieis aliados. Até nessa complexa questão em que o Estado renunciaria a  receitas para que a gasolina caísse de preço, o Governador rondoniense está demonstrando, na prática, que está com Bolsonaro e não abre…



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