Texto/Fotos: Marcos Lock

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) realizou nesta terça-feira (4), das 18h30 às 21h, na sede da Seccional da OAB em Ji-Paraná,  a reunião mensal com os detentos em livramento condicional e que são acompanhados pela entidade. Este regime, o último antes da liberdade total, permite ao apenado ficar fora do presídio, obrigando-o apenas a comparecer ao fórum uma vez por mês diante da autoridade penal, ocasião em que deve confirmar o seu endereço de residência.

Ouça a entrevista do dr. Edevaldo Fantini Júnior à reportagem do Repórter RO:

 

O DR. FANTINI INCENTIVOU OS RECUPERANDOS A PERSISTIR NO CAMINHO DO BEM

Trata-se de um ato administrativo que, em Ji-Paraná, foi transformado pela Apac numa reunião interessante, com palestras educativas, na qual eles recebem bons estímulos para continuar se recuperando.


Foi o que aconteceu no auditório da OAB nesta terça-feira (4) à noite. Cerca de 150 apenados estavam lá. Inicialmente eles receberam receberam orientações do juiz de Execução Penal de Ji-Paraná, Edevaldo Fantini Júnior, e depois participaram de uma a palestra da diretora do projeto Orquesta em Ação, Solange Gurgacz. Em seguida alunos do projeto brindaram os presentes com vários números de música instrumental.  

DILIAN CARVALHO DE LIMA (DE VERMELHO) E VANDERLEI ALVES DA ROCHA (DE AMARELO) RECEBEM PRÊMIOS PELA SUA ÚLTIMA PARTICIPAÇÃO NA REUNIÃO ANTES DE GANHAREM A LIBERDADE DEFINITIVA

Metodologia inovadora — A Apac é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à recuperação e reintegração social dos condenados, operando como uma entidade auxiliar do Poder Judiciário e Executivo. Amparada pela Constituição Federal para atuar nos presídios, ela aplica uma metodologia que procura gerar humanização das prisões, sem deixar de lado a finalidade punitiva da pena.

Sua finalidade é evitar a reincidência no crime e proporcionar condições para que o condenado se recupere e consiga a reintegração social. A primeira Apac nasceu em São José dos Campos (SP), em 1972, e foi idealizada pelo advogado e jornalista Mário Ottoboni juntamente com um grupo de amigos cristãos.

Em Ji-Paraná, e em Porto Velho, a entidade está constituída desde 2015. A promotora Eiko Araki e o juiz Edevaldo Fantini Júnior são entusiastas desta proposta de humanização no tratamento dos apenados, que tem obtido índices surpreendentes de recuperação de 85%, enquanto no sistema prisional tradicional ela não passa de 15%.

Com isso, o método socializador da Apac espalhou-se por todo o território nacional e hoje já mais de 100 unidades em todo o Brasil e no exterior.  De tão eficaz o modelo foi reconhecido pelo Prison Fellowship International (PFI), organização não-governamental que atua como órgão consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Apac se mantém através de doações de pessoas físicas, jurídicas, de entidades religiosas e de parcerias com o poder público e com instituições educacionais. Ela também se organiza para captar recursos junto a fundações, institutos e organizações não governamentais, bem como junto aos seus sócios por meio de contribuições.

 



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