Rebanho gera maior demanda dos recursos hídricos no estado

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Com a consulta pública realizada em Porto Velho Rondônia avança para a construção do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PRH/RO). A iniciativa teve início em novembro de 2016 com a etapa de diagnóstico e prognóstico, e recebe contribuições da sociedade para construção coletiva de uma ferramenta capaz de nortear o gerenciamento do uso da água.

O estudo aponta que a maior demanda de água em Rondônia está concentrada na dessedentação animal que responde por cerca de 40% do uso. O que é preciso considerar que o estado tem o sexto maior rebanho do país. Em seguida está o abastecimento humano com 30%. Mas nem sempre foi assim, dados históricos mostram uma inversão das atividades no ranking das demandas.

DIAGNÓSTICOS E PROGNÓSTICO DOS RECURSOS HÍDRICOS DE RONDÔNIA SÃO APRESENTADOS AO PÚBLICO

Conforme o diagnóstico até a década de 90, o consumo humano predominava. A partir de 2000 começou um crescimento exponencial da dessedentação animal. Também neste período, outras atividades como irrigação e de uso hidrelétrico passaram a ter maior expressão no consumo da água.

O diagnóstico também revela que o estado, apesar de ter maior quantidade de água do que consome, possui áreas com déficit hídrico, principalmente nos municípios de Jaru, Rio Crespo e Ouro Preto do Oeste. Mostra ainda que os principais poluentes das aquíferas são de origem doméstica e animal.

O diagnóstico traz informações importantes sobre um estado que possui sete grandes bacias hidrográficas, entre elas a do rio Madeira, importante via de escoamento agrícola do norte do país e onde estão localizadas duas grandes hidrelétricas, a de Santo Antônio e Jirau. Também há diversos rios e lagos que tem uma influência direta na forma de viver da população, especialmente a tradicional formada por indígenas, quilombolas e ribeirinhos.


Durante a consulta pública em Porto Velho, o público formado por estudantes, agricultores, empresários e representantes de instituições foram informados da situação atual do uso da água em Rondônia e sensibilizados a colaborarem para a otimização do gerenciamento dos recursos hídricos.

‘‘É importante ter esse tipo de discussão porque os recursos hídricos do nosso Estado não atendem as condições necessárias para consumo humano e esse encontro vem para corrigir problemas como esse’’, considera o coordenador de Regularização de Territórios Quilombolas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), William Coimbra.

 



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