O rompimento de duas barragens de rejeitos de minério da empresa Metalmig no Distrito de Oriente Novo, em Machadinho do Oeste, deverá causar sérios danos ao meio ambiente da região nos próximos anos, depois que uma tromba d’água derrubou os reservatórios que continham rejeitos oriundos da mineração de cassiterita.

Técnicos farão análise do material escoado para saber se ele possui elementos nocivos ao solo e aos seres humanos. As barragens estavam desativadas há 30 anos.

Segundo as últimas informações prestadas pelo Jornal Nacional, neste sábado à noite, mais de cem famílias ficaram desabrigadas e, ao todo, cerca de 350 pessoas de Oriente Novo estão isoladas pela queda de muitas pontes no local. Vídeos gravados por moradores registraram que a água veio com tanta força que levou, além das barragens, duas pontes da rodovia BR-257. Outras cinco também foram destruídas pela força hídrica.

A região por onde o material escoou não era muito habitada e, por esta razão, não foram registradas vítimas fatais. Porém, muitos produtores acusaram a perda de vários animais e os danos do ambiente foram enormes com severa destruição da vegetação.

A VIOLÊNCIA DA ÁGUA produziu um grande curso de rejeitos e lama que percorreu cerca de 10 km até chegar ao Rio Vermelho. Fiscais do Ibama e peritos da Polícia Civil sobrevoaram a região na manhã deste sábado (1) para avaliar a extensão dos estragos. Um cadastramento começará a ser feito nesta segunda-feira (1) de todas as famílias prejudicadas pelo acidente, para que seja bem organizado o  atendimento emergencial já em andamento.


O Ministério Público de Rondônia também já está instaurando uma ação civil pública para apurar os fatos que levaram à tragédia. “Primeiro vamos ver a situação dessas famílias, procurar atendê-las imediatamente em todas as suas necessidades e analisar com rigor as causas que levaram ao rompimento dessas barragens. E vamos apurar as responsabilidades civil e criminal da empresa que é dona da barragem”, declarou o procurador geral Airton Marin ao JN.

A secretaria de Meio Ambiente determinou uma auditoria no licenciamento ambiental da barragem de mineração da Metalmig. Será realizada uma inspeção no local para tentar saber se a estrutura tinha falhas e se a empresa fazia a devida manutenção.

A Metalmig informou em nota que suas barragens seguem rigorosos padrões de segurança determinados pela Sedam e pela Agência Nacional de Mineração e que o material que se espalhou é formado apenas por areia e argila, sem a presença de materiais tóxicos

Fábiana Gomes, geotécnica da Rio Terra, declarou ao JN, no entanto, que isso só poderá ser ratificado depois das análises da água e do solo sedimentados na região e no fundo do Rio Vermelho. “Esse leito do rio que corria tranquilamente já foi muito alterado com o depósito desses materiais da barragem. Será preciso fazer uma análise e saber que elementos estão ali depositados e tomar as providências cabíveis, como o tratamento desses materiais”, explicou.

Veja a seguir, muitos fotos de mais este grave acidente ambiental envolvendo barragens de minérios:



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