Quadro depressivo chega a 13 mil casos em Ji-Paraná, alerta vereador

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Ji-Paraná tem a expressiva quantidade de 13 mil pessoas em acompanhamento no Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). A maioria tratando de problemas ligadas à depressão. Segundo o vereador Edivaldo Gomes (PSB), mesmo com a gravidade da doença, as autoridades municipais em todo o país têm falhado nas ações de prevenção e combate.

Este problema de saúde é uma das bandeiras atuais do edil, mal que ele conhece bem por ele, por seis meses, em 2019, foi sofreu suas sérias consequências. Ele  conseguiu se curar com atendimento profissional, terapias alternativas e a fé em Deus. Edivadlo lamentou que muitas pessoas não têm o “grito de socorro” ouvido, por sentirem medo de falar sobre a doença e por serem discriminadas.

O VEREADOR EDIVALDO GOMES

“Vivi momentos difíceis de serem superados, com uma depressão profunda. Mas eu tive o acompanhamento que muitas pessoas não têm. (…) Deus me deu os recursos para que em minha profissão, perguntando em mídia, em seis meses, eu deixasse esse mal para trás”, confessou o vereador.

O vereador ressaltou que, desde 2013, chama a atenção para a doença, sem que as autoridades municipais tivessem adotado medidas efetivas para o combate à depressão. O vereador afirmou que os governos estão com o foco no HIV (vírus da Aids) que, segundo ele, possui números inferiores aos do transtorno depressivo.

“De 1980 até o período atual, nós tivemos 926 mil casos de AIDS no Brasil. Se multiplicarmos esse número por cinco, teríamos quase cinco milhões de pessoas com essa doença. Só no momento atual, nós temos 11,5 milhões de pessoas com depressão. Em quatro décadas, os pacientes com HIV não chegaram à metade do número dos que estão com depressão hoje no país”, comparou.


CASOS DE SUICÍDIO — O vereador também alertou para a quantidade de suicídios que, segundo pesquisas, chegam a 12 mil por ano no Brasil, e em muitos casos estão relacionados à depressão. “Fora os casos de  pessoas que não conseguem atingir o objetivo final”, admitiu.

Ele chamou a atenção para ações do “Setembro Amarelo”, mês escolhido para o combate à depressão e ao suicídio. “Ji-Paraná sempre tratou o ‘Setembro Amarelo’ com muito descaso em administrações anteriores, mas espero que isso mude a partir desse ano, e que as autoridades possam ter mais consciência do que é a depressão”, frisou.

Edivaldo elogia iniciativas da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Ji-Paraná que tratam do assunto. “Todos os anos, nós recebemos aqui [CMJP] membros, pastores da Igreja Adventista, falando desse problema. E todos os anos, eu falo que Ji-Paraná não participa dessa campanha”, frisou.

“Como legislador, comunicador, se eu me calar diante da discriminação da doença, o que será das pessoas que não têm voz?”, questionou o parlamentar, que na última terça-feira abordou o tema em um pronunciamento na Câmara Municipal.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no próximo ano, em dados apresentados pelo vereador, a depressão será a doença mais incapacitante para o mercado de trabalho.



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