Protestos invadem ruas de cidades do interior e também de Porto Velho

EM JI-PARANÁ MOVIMENTO OCORREU NO 1º DISTRITO. CACOAL E EM OURO PRETO TAMBÉM LEVARAM PESSOAS ÀS RUAS

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Mais de 20 categorias de classes trabalhadoras paralisaram parcialmente as atividades nesta quarta-feira (15) em Rondônia no protesto contra as reformas federais da Previdência e Trabalhista. Na região central do estado o cenário não foi diferente. A maior movimentação ocorreu em Porto Velho onde, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que liderou as manifestações, cerca de 6 mil pessoas estiveram no ato, que começou Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.  A Polícia Militar não forneceu números oficiais de quantas pessoas participaram do evento.

Na capital houve a paralisação dos servidores da Educação municipal e estadual, do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), de funcionários da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de metalúrgicos, da Eletrobras e da Eletronorte.

Em Ji-Paraná servidores municipais, estaduais, federais e também da área rural se manifestaram na avenida Marechal Rondon, no meio da manhã. Segundo a PM e os organizadores da manifestação, entre eles o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondônia, participaram da ação cerca de 600 pessoas. O protesto percorreu ruas do Primeiro Distrito e os integrantes do movimento se reuniram na Praça da Bíblia até por volta das 12 horas, quando então se dispersaram. As pessoas, a exemplo da capital, carregavam muitas faixas e cartazes bradando contra as reformas do governo de Michel Temer. Várias delas pediam a saída do presidente “já”. Segundo Ernesto Ferreira dos Santos, atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, as pessoas do campo, especialmente as mulheres, serão prejudicados com estas reformas previstas na previdência.

Em Ouro Preto do Oeste o movimento foi marcado por uma passeata na principal via da cidade, a av. Daniel Comboni, terminando na Praça dos Migrantes, também na área central da cidade. Em alguns momentos, eles gritavam em coro que se “a PEC passar, o Brasil vai parar”. As aulas tanto da esfera municipal quanto estadual foram paralisadas parcialmente. Apenas na Escola Estadual Monteiro.  Lobato a paralisação foi de 100% nesta quarta-feira. Muitos professores demonstraram intenção de continuar de braços cruzados no restante da semana.

Uma tenda foi montada na praça em frente à agência do Banco do Brasil e os líderes convocavam a extensão do movimento até o próximo dia 28, quando está prevista a votação na Câmara dos deputadas da PEC 287.


Funcionários públicos de Nova União, Teixeirópolis, Vale do Paraíso, Rondominas, Mirante da Serra e de Urupá também marcharam contra as reformas.

Em Cacoal cerca de 1, 2 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram da passeata pública. Após concentração em frente à prefeitura, os manifestantes caminharam pelas principais vias do centro da cidade com faixas e cartazes. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsemuc), Ricardo Sergio Ribeiro, além dos servidores municipais, a manifestação contou com a presença de movimentos estudantis, de servidores estaduais e federais, de sindicatos de categorias de servidores públicos e de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O movimento teve início por volta das 8 horas e encerrou pouco antes das 12 horas.

 



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