A professora de matemática Sônia Alves dos Santos mudou radicalmente de profissão em poucos meses. Após perder o contrato emergencial e não obter uma nova convocação em uma escola estadual, Sônia decidiu abrir uma pequena serralheria e o negócio tem sido a fonte de renda da família em Ji-Paraná . 

Durante dois anos, Sônia relembra que lecionou matemática em uma escola do estado como professora com contrato emergencial. Porém, após esse prazo, o contrato expirou e a professora não conseguiu obter uma nova convocação para voltar às salas de aula.

Se vendo desempregada e com poucas portas abertas para conseguir um novo emprego, ela decidiu montar uma pequena serralheria para obter a renda e assim sustentar a família. “Não é fácil. Trabalho no sol e é muito quente. Teve dias que eu cheguei a chorar, mas temos que fazer de tudo para sobreviver. Temos que saber de tudo um pouco.”, conta Sônia

Apesar de estar em um mercado dominado pelos homens, Sônia diz que não passou por preconceitos vindos de clientes ou de colegas do ramo. “Apesar de algumas pessoas estranharem, nunca senti nenhuma forma de preconceito. O que mais me incomoda é o sol e a alta temperatura”, afirma.

Mais tempo — Sônia decidiu montar o investimento em parceria com um amigo do filho mais velho, pois ela realiza serviços de pintura e reparos. “É pequeno, mas a gente trabalha junto. Ele faz o serviço de solda e eu lixo, faço a parte de pintura, ajudo a erguer as peças, de tudo um pouco”, diz Sônia.


Antes das salas de aulas, Sônia trabalhava no comércio e agora, como autônoma, a serralheira enxerga uma oportunidade para ter mais tempo de manter seus estudos, além da renda obtida com a nova profissão.

“Antes eu trabalhava no comércio e agora, trabalhando por conta, tenho mais tempo para ficar em casa com a família e me dedicar aos estudos para, futuramente, passar em um concurso”, conta a serralheira.



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