A possibilidade de o Governo Federal privatizar a Eletrobras Distribuição Rondônia (Ceron) esteve em debate hoje, a partir das 9 horas, no Plenário da Assembleia Legislativa. Trata-se da privatização da maior empresa pública do Estado, que o proponente da audiência pública, deputado Hermínio Coelho (PDT), teme por prejuízos considerando o momento em que o País atravessa uma recessão, ocasionando valores bem abaixo do mercado.

O parlamentar citou como exemplo a CELG-D (Goiás), que foi privatizada pela Enel (italiana), vencedora do primeiro leilão realizado pelo Governo Federal no âmbito do Programa de Participação em Investimentos (PPI).

Em agosto de 2016 seu valor era de R$ 2,8 bilhões; em 30 de novembro do mesmo ano foi privatizada por R$ 2,187 bilhões, com um ágio de 28,03% sobre o preço mínimo que era de R$ 1,8 bilhão. “Percebe-se que mesmo com o ágio supracitado, teve um prejuízo em mais de R$ 600 milhões. Desta forma, fica evidenciado o momento inoportuno para privatizações”, citou Coelho.

O deputado destacou a situação dos funcionários que trabalham na empresa há anos, e reforçou que após a privatização, os empresários passam a vislumbrar apenas lucros, deixando a desejar investimentos e contratação de servidores para melhor atender à população.



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