PRF dá sua versão do acidente que matou seis pessoas na BR-364

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O inspetor da Polícia Rodoviária Federal em Vilhena, João Paulo Monteiro Lobato, e o responsável pelo Núcleo de Comunicação da Corporação na cidade, Vagner Borges forneceram mais detalhes sobe o acidente que envolveu um ônibus e uma carreta, com o saldo trágico de seis mortos.

A batida frontal aconteceu na noite de sábado, 28, num trecho da BR 364, entre Vilhena e Pimenta Bueno. Além dos mortos, vários feridos foram resgatados, numa ação que mobilizou a própria PRF e o Corpo de Bombeiros.

De acordo com os agentes, o ônibus da empresa Bruna Turismo, com sede em Comodoro (MT) e a serviço da Transbrasil, tinha toda a documentação regular e o motorista estava habilitado para conduzi-lo. Aliás, o empresário Luiz Carlos Amaro, um dos mortos no acidente, era dono da empresa terceirizada.

O tacógrafo do ônibus parou de funcionar minutos antes da fatalidade, em virtude de um problema na agulha e, portanto, não foi possível saber a velocidade no momento do impacto e nem a quanto tempo ele estava rodando. Mas, para os policiais, o defeito no equipamento não foi determinante no acidente, já que o ônibus foi atingido em sua mão de direção pela carreta.

Já o caminhão, cujo tacógrafo ficou intacto, foram constatadas algumas irregularidades. A primeira delas diz respeito à velocidade: o caminhão estava a 120 km por hora, quando naquele trecho, a velocidade máxima permitida é de 100 km/h.


Além disso, havia excesso de passageiros na cabine: o modelo acidentado poderia levar apenas dois e havia 5 pessoas a bordo, dois adultos e três crianças. A mais nova, de apenas anos, morreu na hora, junto com os pais. O caminhoneiro, Sérgio Jesus Pereira, não era habilitado para dirigir uma carreta 9 eixos, pois não possuía a habilitação da categoria E.

AS CAUSAS

Embora os laudos periciais ainda não tenham sido concluídos, a PRF avalia que o motorista da carreta tenha sido o responsável pelo acidente. A corporação diz que chovia forte e havia neblina na pista naquele momento.

Existem depoimentos de testemunhas apontando que um carro à frente do caminhão teria levado o motorista a tentar frear, o que acabou fazendo com que ele rodasse na pista e invadisse a pista contrária atingindo ônibus. Mas isso ainda está sendo investigado. Também será apurado o que teria feito o caminhoneiro ter, aparentemente, perdido o controle da direção.



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