O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que acompanhou toda a negociação com o governo, comemorou a decisão. “Conversamos muito com integrantes do governo e com o presidente Temer para não liberar a importação, pois essa medida certamente iria prejudicar muito nossa agricultura familiar, a economia de Rondônia e de todo o País, justamente neste momento em que nossa economia volta a crescer”, frisou.

O pedido de liberar a importação de café conilon foi feito pelas indústrias de café solúvel e encaminhado à Camex pelo Ministério da Agricultura. Na tarde de terça-feira, os parlamentares de Rondônia, Espírito Santo e Minas Gerais se reuniram com o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, e com a secretária executiva da Camex, Tatiana Rosito, para tentar reverter a decisão. À noite o ministro Marcos Pereira e alguns parlamentares se reuniram com o presidente Michel Temer, que decidiu cancelar a decisão da Camex. A decisão do presidente Temer foi oficializada na manhã de ontem.

Produção — Rondônia é o segundo maior produtor de café conilon do País. São 22 mil famílias de produtores. A estimativa é que a safra deste ano supere em 20% os dois milhões de toneladas registrados na safra de 2016. Com isso, Rondônia conseguirá suprir a necessidade deste tipo de café  no mercado interno, ameaçado diante da quebra de safra no Espírito Santo, por conta da seca. “A lavoura de café vive um bom momento em Rondônia, com aumento da produtividade da variedade clonal e expansão do mercado. A abertura da importação seria uma tragédia econômica e felizmente conseguimos reverter essa decisão”, ressaltou o presidente da Câmara do Café de Rondônia, Tuta do Café



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