O presidente da Associação Rural de Rondônia (ARR), Sérgio Ferreira, de Ji-Paraná, viu com bons olhos a realização da operação, mas fez considerações importantes. “A operação esteve em curso durante dois anos. Se, de fato, havia utilização de produtos que podem gerar câncer nas pessoas, a PF deveria ter, de imediato, solicitado a suspeição das operações desses frigoríficos, pois é uma questão de saúde pública”, declarou à Imprensa.

“O agronegócio, sobretudo o setor da pecuária, poderá ser prejudicado pelo modo como a coisa toda foi divulgada. Se os europeus, nossos principais clientes, começarem a suspender as importações de nossos produtos, eles ganham uma poderosa ferramenta de barganha, pois, só em Rondônia, abatemos uma média de 200 mil bois por mês. Se eles quiserem baixar o preço, não teremos outra opção, pois o que faremos com toda essa produção?”, questionou Sérgio Ferreira.

“Aqui no Estado, sempre que tem uma campanha de vacinação, a gente ajuda a massificar a ideia da importância que é nos mantermos como uma zona livre da aftosa. Rondônia tem um rebanho de 13,2 milhões de cabeças de gado. São mais de 60 mil produtores que cumprem à risca suas obrigações legais, no que tange ao trato com o animal. Não é à toa que nossa carne é uma das mais cobiçadas, pois trabalhamos com pastagem aberta e não com confinamentos, temos o chamado ‘boi verde”, pontuou o presidente.

“Esperamos que os culpados por essas práticas ilícitas sejam punidos rigorosamente, pois servirão de exemplo. Também esperamos que os desfecho da operação não afete negativamente nossa economia, tanto de Rondônia como do Brasil como um todo”, finalizou Sérgio.



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