Os servidores públicos estatutários da Prefeitura de de Porto Velho por unanimidade aprovaram o indicativo de greve geral, na tarde dessa sexta-feira (10), na sede do Sindicado dos Servidores Municipais de Porto Velho (Sindeprof). A manifestação se deu depois que o prefeito Hildo Chaves (PSDB), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, explicou a decisão de enviar proposta para a Câmara de Vereadores para extinguir os quinquênios na administração direta. O benefício aumenta o salário dos servidores a cada 5 anos em 10%. Com a nova Lei os direitos adquiridos ficam mantidos e haverá uma regra transitória, que chegará aos mesmos 10% se já se passarem dois anos e meio contados até a data da edição da nova Lei, que aconteceu em 8 de fevereiro desse ano.

Hildon deixou claro se a extinção do quinquênio não for aprovada, o município teria sérios problemas de gestão. A economia esperada para os próximos 4 anos será de R$ 100 milhões, sem contar com os encargos, que podem dobrar esse número. Ainda de acordo com o prefeito as projeções de sua equipe econômica indicam que, se o aumento vegetativo continuar, a folha de pagamento terá aumento de 50% acima da inflação projetada para o ano. “Esse cenário é insustentável a médio prazo. Se nada for feito, em 3 ou 4 ano anos, o quadro se tornará insustentável para a Prefeitura”.

Os funcionários que já se preparam para sensibilizar os vereadores no sentido de anular a votação em que a mensagem do executivo foi aprovada.  De acordo com a presidente e vereadora do Sindeprof, Ellis Regina (PCdoB), os servidores que hoje tem quinquênio continuarão recebendo, mas a partir de agora não terão direito a novas incorporações. Ela diz que a maioria dos servidores já contam com esse acréscimo de 10% a cada cinco anos, inclusive como uma forma de compensação por falta de reajuste. “De três anos para cá nós não estamos tendo reajuste, tivemos 1% no final da gestão do Mauro e agora possivelmente não haverá nesse início de mandato”, acrescenta.   

OS NÚMEROS DO PREFEITO – Hildon afirmou, durante a coletiva, que a arrecadação municipal vem caindo há dois anos e somente com esse choque de gestão é que a partir de 2018 poderá ser possível uma reversão do cenário. “Se não interrompermos essa sangria dos quinquênios, em 3 ou 4 anos a Prefeitura não poderá mais pagar os salários em dia como sempre vem fazendo. Temos o que chamamos de uma verdadeira bomba relógio ativada, prestes a explodir ainda nesse mandato.”

PARA O PREFEITO HILDON HÁ “UMA VERDADEIRA BOMBA RELÓGIO ATIVADA, PRESTES A EXPLODIR AINDA NESSE MANDATO”

O prefeito detalhou aos jornalistas que de 2017 o aumento na folha de pagamento seria de R$ 17,58 milhões; em 2018, de R$ 13,17 milhões; em 2019, de R$ 15 milhões; e em 2020 de R$ 17,58 milhões. Essa soma chegaria a R$ 64 milhões, mas ainda haveria mais R$ 40 milhões correspondentes a outros 4 mil servidores admitidos mais recentemente, chegando a soma total a mais de R$ 100 milhões. “Nessa conta não estão os encargos, mas apenas valores nominais. Com encargos dobram. É preciso coragem e responsabilidade, pois estamos fazendo isso é em respeito aos servidores e a população. Em respeito ao próximo gestor, porque essa bomba vai estourar e projetar consequências desastrosas se nada fizermos”, alertou Hildon Chaves, em tom alarmista 




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