A aposentada Regina Parteles Gilebovick chegou cedo ao Centro Especializado em Patologias Tropicais Padre Adolfo Rohl, em Ji-Paraná, para fazer uma avaliação das manchas na pele e dormência nos pés que tem percebido nos últimos dias. Ela ficou com receio de ser hanseníase. Depois de ser examinada, descobriu que não tem a doença.

“Eu fiquei muito feliz, pois estava com muito medo. Agora eu vou procurar um médico clínico geral para investigar os meus sintomas. Graças a Deus não é hanseníase”, disse aliviada.

O Centro Especializado, mantido pela Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), oferece diagnóstico, tratamento e medicamentos gratuitos para as pessoas com hanseníase.

“Além do acompanhamento com profissionais especializados e medicamentos, fazemos orientações e trabalhos de prevenção contra a doença. Oferecemos palestras em escolas e unidades de saúde. A prevenção é a palavra chave para evitar complicações da doença”, disse a diretora o Centro especializado, Mayrolis Santos Rosabal.

AS PESSOAS DEVEM pessoas devem observar diariamente o corpo e perceber se não têm manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele. A pele também pode ter alteração da sensibilidade. A pessoa pode ter dificuldades para segurar objetos, com a diminuição da força muscular. Existem casos de dores nos nervos dos braços e pernas e cãibra.


“Se notar qualquer sintoma, procure a unidade básica de saúde mais próxima da sua casa. Caso tenha a suspeita de hanseníase, o médico irá encaminhar para o Centro Especializado em Patologias Tropicais Padre Adolfo Rohl. Aqui faremos o diagnóstico e o paciente já toma a primeira dose do medicamento e orientações”, alertou a enfermeira Luilda Norberto.

O tratamento da hanseníase é simples. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos que destroem os bacilos. Quanto mais demorar em procurar tratamento, mais risco de ter complicações como deformidades e alterações nos nervos, pés e mãos. O tratamento leva de seis a 12 meses dependendo de cada caso.

“Assim que inicia o uso das medicações, a pessoa para de transmitir a doença. Se você já teve contato com pessoas com hanseníase nos últimos cinco anos, fique atento a qualquer sintoma e procure uma unidade de saúde. A prevenção é o melhor remédio”, explicou a diretora Mayrolis Santos Rosabal.

Se a pessoa tem suspeita da doença, deve procurar qualquer Unidade Básica de Saúde, que em Ji-Paraná funciona das 7:30 às 13:30, de segunda a sexta-feira. Se diagnosticada a doença, o paciente é encaminhado para fazer tratamento, oferecido nas unidades e no Centro especializado Padre Adolfo Rohl.



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