Preço da carne deve parar de subir em 2020 depois da euforia da ‘exportação”

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A carne foi o destaque de alta da inflação brasileira em 2019, especialmente nos últimos meses do ano, em meio ao aumento das exportações para a China e à desvalorização do real. O preço subiu em média 32,4% no ano, representando o maior impacto individual na inflação anual.

O analista de mercado Leandro Bovo explica que o mercado da carne bovina, a principal consumida no país, passou quatro anos sem alta de preços ao mesmo tempo que os custos de produção não paravam de subir.

“Porém, o desconforto com o aumento dos preços, mesmo que menor, ainda estará presente”, completa o sócio-diretor da Radar Investimentos.

“Eu não acredito que as carnes serão as vilãs da inflação em 2020. O que tinha que vir, já foi”, diz o consultor Alcides Torres. “Agora, acreditamos que haverá uma melhora da economia e a variação de preços será absorvida durante o ano. Diferente de 2019, quando todo o impacto veio em 45 dias. Isso porque acabou em dezembro a entressafra da carne bovina e a oferta de animais deverá estar a todo o vapor até julho. Agora, o mercado busca equilíbrio”, frisa o analista da Scot.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que a abertura de novos mercados e as habilitações de novos frigoríficos para vender para a China criaram uma euforia no setor, mas que ela já passou.

“No início houve uma euforia, mas o mercado chinês já se acomodou e o mercado brasileiro vem se acomodando”, disse Tereza, durante evento em Patos de Minas, na última quinta-feira (9).  “É muito difícil ela (carne) voltar aos patamares antigos para o produtor. O consumidor vai ter esse pequeno aumento”, informou a ministra em sua palestra.




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