Polícia Federal deflagra operação contra corrupção na prefeitura de Ouro Preto

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DELEGADOS FALAM SOBRE AÇÃO EM OURO PRETO (Foto: Marco Bernardi/G1)
PREFEITURA DE OURO PRETO DO OESTE (Foto: Marco Bernardi/G1)

A Polícia Civil realizou nesta sexta-feira (15) uma operação para combater a corrupção na prefeitura de Ouro Preto do Oeste. Nesta primeira fase da Operação Ergna Omnes, chamada de Gênesis, os policiais fizeram buscas por documentos na sede da administração municipal. Duas pessoas foram presas, mas os nomes delas não foram divulgados porque o caso está sob sigilo da Justiça.

De acordo com o delegado de polícia do interior, Erismar Araújo de Lima, a operação é de combate à corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, crimes de fraude de licitação, organização criminosa, peculato, entre outros crimes. “Com os resultados que já conseguimos, acreditamos que obtivemos êxito no que procurávamos”, afirma.

Participaram da operação 56 policiais civis. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão e seis conduções coercitivas em Ouro Preto do Oeste e Porto Velho. Segundo o delegado Roberto Santos, também foram realizadas buscas por processos para verificar o envolvimento de pessoas em assuntos que estão em tramitação na prefeitura.

A OPERAÇÃO ACONTECEU durante toda manhã e foi mantida em total sigilo, por meio de decreto do juiz da Vara Criminal de Ouro Preto do Oeste. Outras medidas judiciais foram cumpridas pelos agentes, como buscas, apreensões, conduções coercitivas, além do afastamento de função pública de servidores e proibição de acesso a prédios públicos também aconteceram.

Roberto Santos explica que a operação é proveniente de outra ação ’embrionária’, referente à festa de réveillon do ano de 2013 para 2014 da cidade. Dos R$300 mil de emenda para a realização de evento na época, metade do valor teria sido desviado.

Na época houve prisões na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), mas, de acordo com a Polícia Civil, a operação desta sexta-feira em Ouro Preto não tem ligação com a ALE. “Nós não tivemos nada relacionado à Assembleia Legislativa. Pessoas que trabalhavam na assembleia foram convidadas a depor a partir de lá, assim como nas secretárias”, explica Santos.

De acordo com o delegado Julio Cesar Ferreira, são três inquérito policiais e esta é a primeira fase de outras que devem acontecer da mesma operação. “É uma operação que vai abranger não só Ouro Preto como também o estado todo”, acredita.e 

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