Polêmica da MESA DIRETORA: vereadores manifestam indignação sobre notícias e boatos na mídia e em redes sociais

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A VEREADORA CLÁUDIA DE JESUS EXPLANA, COM VEEMÊNCIA, SUA REPULSA SOBRE A OFERTA DE DINHEIRO QUE TERIA RECEBIDO

O Repórter RO esteve acompanhando hoje (19) pela manhã a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Ji-Paraná. Além dos assuntos de praxe pautados para o momento, a reportagem buscou mais informações sobre os desdobramentos da polêmica instalada dias atrás, quando um grupo de vereadores requereu a anulação da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2019/2020 e, segundo um site policial, teria oferecido dinheiro a outros para apoiá-los neste intento.

Vereadores como Jhony Paixão (PRB), Cláudia de Jesus (PT) e Edilson Vieira (PMDB) ocuparam a tribuna e fizeram discursos indignados e inflamados com relação às notícias irresponsáveis, que também circularam pelas redes sociais, colocando em cheque o seu caráter e sua honestidade pessoal.

VEREADORA CLÁUDIA DEFENDE SUAS POSIÇÕES À IMPRENSA

“Fizemos um pronunciamento forte porque andou circulando por aí que o grupo que apoia o requerimento teria recebido R$ 10 mil para ajudar a dissolver a atual Mesa Diretora. Eu  nunca pactuei com irregularidade e com corrupção. A gente não precisa disso. Eu acredito na Justiça e nas providências que vamos tomar. Se isto está acontecendo, que seja devidamente investigado. Para a gente que procura andar nos caminhos certos, que tem um nome a zelar, isto machuca muito. Temos pessoas aqui, muitos vereadores, que merecem todo o respeito. Então, vocêcidadão, não saia falando por aí nas redes sociais qualquer coisa. Acompanhe o seu vereador, participe das sessões da Câmara e pergunte a ele qual a sua posição a respeito desta mesa diretora. O que o nosso grupo está tentando fazer aqui é corrigir um erro. A mesa foi eleita de uma maneira que tem ilegalidade. Agora estão dizendo que estamos recebendo dinheiro para isso e que estamos querendo derrubar o prefeito. Tudo isso é um absurdo. O Poder Legislativo não pode ser colocado em cheque dessa forma e que está sendo comprado para votar projeto. Estou indignada. Eu vou pedir providências legais e vou recorrer onde puder. A minha integridade e de meus colegas são inegociáveis. Não vou abaixar a minha cabeça e, a contrário, vou pedir por Justiça. Eu acredito muito que nós vamos esclarecer tudo e a verdade sempre vem à tona”, defendeu a vereadora Cláudia ao microfone do Repórter RO, cujo conteúdo pode ser conferido na entrevista mais abaixo.

“Se algum cidadão entrar na Justiça e pedir a nulidade deste ato, o juiz pode muito bem cassar esta segunda mesa e tudo o que fez anteriormente. É um erro gravíssimo que precisa ser corrigido. Tudo o que foi votado, verbas empenhadas, documentos assinados, tudo pode ser perdido”,  alertou o vereador Edílson Vieira.

RECORDE O CASO — Segundo estes vereadores, esta segunda mesa não poderia ter sido eleita na sessão solene que empossou o prefeito Jesualdo Pires, no dia 01 de janeiro do ano passado. Na ocasião foram definidas, em um procedimento unificado, as Mesas Diretoras dos próximos quatro anos, e seus respectivos presidentes (Afonso Cândido para o biênio 2017/2018; e Lorenil Gomes para o biênio 2019/2020). Todos os vereadores assinaram e concordaram com a ordem de posse de ambas as mesas da Câmara Municipal naquele dia.


No entanto, observado o Regulamento Interno da Câmara Municipal, dez vereadores assinaram um requerimento solicitando à presidência da Câmara uma nova eleição porque, na verdade, a posse da segunda mesa só poderia ter ocorrido em sessão ordinária e dentro do calendário regular de trabalho dos vereadores, que vai de 15/2 a 30/6 e de 01/8 a 15/12. Ao proceder a eleição no dia 01 de janeiro, fora portanto do período regimental, tornou-se um ato ilegal e passível de ser anulado.

Feito e assinado o requerimento, ele não foi sequer recebido pelo presidente da Câmara, o vereador Affonso Cândido, o que vai gerar por parte de alguns vereadores o pedido de cassação de seu mandato nesta presidência sob a alegação de falta de decoro.

Outro combustível que incendiou os fatos ao longo da semana foram as notícias na internet e em uma emissora  rádio, que insinuaram que o time de dez vereadores teria recebido ajuda e até ofertas em dinheiro para apoiar este tal requerimento. Segundo um site policial o grupo de vereadores, liderados por um ex-vereador cassado pela Justiça, queria inicialmente emplacar uma lei municipal para dar à Câmara de Vereadores o poder de afastar o novo prefeito do município, Marcito Pinto, por qualquer ato que os vereadores considerassem ilegal. O projeto de lei, obviamente, não prosperou porque foi considerado inconstitucional.

Então, em uma imaginada represália por não terem vingado o seu intento, e com o suposto desejo de assumir o comando Câmara para pressionar o atual prefeito, este grupo de vereadores teria insuflado a anulação da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2019/2020, tentando obter apoio em troca de uma “ajuda”  para aqueles que forem candidatos nas eleições deste ano e de R$ 10 mil para os demais.

Por tudo isso o site Repórter RO ouviu quatro vereadores (Cláudia de Jesus (PT), Edilson Vieira (PMDB), Edivado Gomes (PSB) e Lorenil Gomes (PTB), que se manifestaram sobre estas questões, explicando suas posições neste caso, bem como que providências tomarão daqui para diante.

As entrevistas, na íntegra, estão a seguir:

Entrevista vereadora Cláudia de Jesus:

Entrevista vereador Edilson Vieira:

Entrevista vereador Edivaldo Gomes:

Entrevista vereador Lorenil Gomes:



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