Polêmica à vista. Governo quer extinguir o programa Farmácia Popular

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Com a substituição do Bolsa Família pelo novo programa Renda Brasil, um dos objetivos do governo federal é aumentar o valor do benefício para R$ 247,00 mensais (hoje a média é de R$ 190). Para isso, o ministro Paulo Guedes (Economia) quer extinguir o Farmácia Popular. O programa de distribuição de medicamentos gratuitos ou a baixíssimo custo é considerado ineficiente pela atual equipe econômica por contemplar todas as pessoas, independentemente da renda.

A medida, se concretizada, irá gerar muita polêmica. O Farmácia Popular atende às necessidades de famílias sem recursos para a compra de remédios, especialmente as que sobrevivem com apenas um salário mínimo ou com renda abaixo disso. Além disso, reduziu as internações hospitalares e a mortalidade da população afetada, principalmente, pela hipertensão e pelo diabetes.

O programa foi criado em 2004. No ano passado atendeu 21,3 milhões de pessoas. Do orçamento de R$2,5 milhões para 2020, o governo até agora pagou R$1,5 milhão às farmácias credenciadas, que recebem reembolso dos medicamentos distribuídos gratuitamente ou vendidos com desconto de até 90%.

De acordo com dados recentes do Plano Nacional de Saúde (PNS), que orienta ações do ministério até 2023, 31 mil farmácias estão credenciadas atualmente no programa, abrangendo 3.492 municípios (79% do total). A meta indicada pelo PNS é de expansão do benefício para 90% das cidades brasileiras com menos de 40 mil habitantes.



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