PF faz busca em endereço do deputado Lebrão, flagrado na Operação Reciclagem

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DEPUTADO LEBRÃO APARECE EM VÍDEO RECEBENDO DINHEIRO QUE SERIA DE PROPINA — Foto: JN/Reprodução

Um endereço do deputado José Eurípedes Clemente, o Lebrão, foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Reciclagem, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular um esquema de propina.

Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o desembargador Roosevelt Queiroz Costa determinou no dia 14 de setembro que a PF fosse a um endereço de imóvel relacionado ao deputado. O mandado foi cumprido na última sexta-feira (25).

O deputado está sendo investigado na operação, pois também foi filmado recebendo dinheiro de propina, como revelou o Jornal Nacional (assista aqui).

O gabinete do deputado não foi alvo do mandado de busca e apreensão, pois a justiça entendeu que o esquema revelado na operação não tem ligação com a atividade parlamentar de Lebrão. Na há informação sobre o que foi apreendido no endereço do deputado estadual, pois o processo segue em segredo de Justiça.

Prisão de prefeitos


Na operação da última sexta-feira, a PF prendeu a prefeita Gislaine Clemente (a Lebrinha de São Francisco do Guaporé e filha do deputado Lebrão). Além do pai, Lebrinha também foi filmada recebendo dinheiro de propina (assista aqui).

Além da Lebrinha, foram presas a prefeita Glaucione Rodrigues Neri (de Cacoal), os prefeitos Luiz Ademir Schock (de Rolim de Moura) e Marcito Pinto (de Ji-Paraná), e o ex-deputado Daniel Neri (marido de Glaucione).

Conforme investigação conduzida pela Polícia Federal (PF), os prefeitos exigiam o recebimento de valores para um empresário que tem contratos com os municípios. Os pagamentos das propinas foram realizados sempre do mesmo modo, em encontros agendados em hotéis, na sede da empresa, nas sedes das prefeituras, entre outros locais.

Alguns desses pagamentos foram filmados, inclusive o do deputado Lebrão. Essas gravações foram então apresentadas à Justiça de Rondônia.

“As imagens são revoltantes e certamente causam e causarão abalo na sociedade ordeira e que trabalha duramente para pagar tributos e manter seu sustento. É traumático saber que chefes de Poder desçam tão baixo em período tão crítico da vida nacional e, diante de tão grave repercussão, a ordem pública é sim turbada e deve ser restabelecida – sem dizer que há nítida pretensão para que não cessem os pagamentos e novas exigências”, destacou o relator, desembargador Roosevelt Queiroz Costa, no mandado de prisão preventiva expedido contra os prefeitos.



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