Pessoas que contraíram Covid-19 podem doar sangue após 30 dias, explica especialista da Fhemeron

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Para marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue, Ministério da Saúde lança campanha de doação de sangue, no Hemocentro de Brasília

O cenário pandêmico no Estado tem deixado muita gente com dúvidas sobre a doação de sangue, principalmente quanto às pessoas que foram acometidas pela Covid-19, se podem ou não doar sangue.

É com esse propósito que o Governo do Estado de Rondônia, por meio da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), além de estimular pessoas a doarem sangue, também esclarece sobre os cuidados necessários àqueles que já foram contaminados com a doença.

De acordo com a gerente de Captação de Doadores da Fhemeron, Maria Luiza Pereira, existe um protocolo de doação a ser seguido, em que o voluntário passa por um processo de triagem, onde responde a um questionário para verificar se está apto a fazer a doação.

Tudo isso para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor. Quanto aos doadores acometidos pela Covid-19, ela informa que é possível fazer a doação de sangue por um período após o início dos sintomas. “A busca pela informação, por meio de fontes seguras, como a própria página da Fhemeron, dentro do portal do Governo é fundamental. E isso facilita a compreensão da população quanto a esses questionamentos. No geral, a doação pode ser feita em 30 dias, após o início dos sintomas, estando bem de saúde. Porém, há pessoas que ficam com sequelas da doença. Nesses casos, o tempo é ainda maior, de acordo com a cura”, detalha.

Devido ao número expressivo de casos da Covid-19, muitos doadores reduziram a frequência na Fhemeron. Foi o que ocorreu no início da pandemia, mas a gerente Maria Luiza salienta que os procedimentos realizados na Fundação, são feitos com todos os cuidados de higienização para a segurança dos doadores e dos profissionais atuantes.


Além disso, enfatiza que o reforço desses cuidados também é feito na triagem, antes do voluntário entrar para a sala de doação. “Aqui, temos o zelo pelas vidas tanto de quem vem doar, quanto dos integrantes de nossas equipes. Em um ano, nenhum doador foi contaminado no processo de doação”, enfatizou.

A médica Hematologista e Hemoterapeuta, também responsável técnica da Fhemeron, Ana Carolina de Melo, explica outra dúvida bastante comum dos voluntários. “Às vezes, o voluntário teve o contato com alguém que é confirmado suspeito, mas ele não pegou, porém houve o contato e há um período de incubação que pode ser assintomático ou não. Então, temos pela Legislação 14 dias após o contato como confirmado ou suspeito. Por isso que, hoje em dia, muitos profissionais de Saúde que são até doadores antigos, não poderão doar por estarem o tempo todo na linha de frente”, ressaltou, lembrando ainda que o mesmo critério é válido para as pessoas que tiveram contato com alguém positivado, podendo fazer a doação de sangue após 14 dias, sem apresentar os sintomas.

Essa conduta é feita para aumentar a qualidade e segurança do sangue que será transfundido. O voluntário que apresenta até mesmo pequenos sintomas gripais não está apto a doação. Um dos requisitos para o ato é estar em boas condições de saúde. Outro detalhe importante é a comunicação pós doação. No ato da triagem, o doador é informado que em qualquer alteração na sua saúde, a Fhemeron deve ser comunicada imediatamente. Esta conduta é aplicada não somente no contexto Covid-19, como também, para qualquer outro sintoma.

A Fhemeron não mede esforços para garantir a segurança necessária aos voluntários que vão doador e às equipes. O resultado desse trabalho é satisfatório, chegando a mais de 50% de doadores fidelizados, doando sangue, duas ou mais vezes durante o ano.

Mas, é preciso também contar com a responsabilidade e compromisso por parte dos voluntários. Afinal, o propósito é nobre: salvar vidas. Por isso, fica o alerta: caso o voluntário tenha feito o exame de Covid-19 e está aguardando o resultado, o mais prudente é conservar esse tempo antes de procurar a Fhemeron. Dessa forma, a saúde de todos estará segura. Em momentos como este, vale a pena refletir sobre este ato humanitário primando pela responsabilidade e bom senso.



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