Pesquisa com indígenas em Rondônia é capa de publicação da Sociedade Brasileira de Reumatologia

O trabalho acadêmico inédito no Brasil do dr. Liszt Jonney, e sua equipe de assistentes, é o destaque da primeira edição do ano do "Boletim" da SBR

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A capa da primeira edição do ano do “Boletim”, publicação impressa da prestigiada Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), traz esta manchete: “COPCORD em Rondônia coleta dados entre povos indígenas”. É uma chamada para a reportagem principal sobre o trabalho de pesquisa científica coordenado aqui no Estado, pelo médico reumatologista Liszt Jonney nas aldeias das etnias Gavião e Amondawa.

Em companhia de sua equipe de assistentes, ele desenvolve de forma pioneira no Brasil, o  Projeto COPCORD – Community Oriented Program for Control of  Rheumatic Diseases objetivo é coletar dados que subsidiem as políticas públicas sobre a ocorrência de doenças reumáticas em populações indígenas.  Este projeto conta com o apoio da Universidade Federal do Paraná e autorizações da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério da Justiça.

O DR. LISZT (À DIR.) E SUA EQUIPE DE ASSISTENTES: INCURSÕES A REGIÕES DE DIFÍCIL ACESSO

EM NÍVEL NACIONAL o COPCORD está sob a responsabilidade do professor dr. Sérgio Cândido Kowalski, Ph.D, coordenador da Comissão da Epidemiologia da SBR e professor adjunto de reumatologia da Universidade Federal do Paraná.


Com o seu grupo de pesquisadores, o dr. Liszt, por meio de exaustivas incursões às aldeias, vem mapeando há dois anos a ocorrência de manifestações do reumatismo entre os integrantes das etnias dos índios Gavião e Amondawa. Até o momento foram coletados e cadastrados dados de 330 indivíduos.  

O médico constatou que a prevalência de problemas de reumatismo verificados nas aldeias visitadas chega a 9%, o triplo da média internacional. Ele também verificou que este problema de saúde ocorre mais entre os índios homens, na contramão da realidade  encontrada em outros países.

ESTAS VISITAS ÀS aldeias são um trabalho de fôlego. Somente em um fim de semana de janeiro (dias 25 a 27) os pesquisadores, com muita abnegação e força de vontade, chegaram a rodar perto de 700 quilômetros. Eles passaram por estradas em péssimas condições e tempo adverso, só possíveis de serem enfrentados por veículos especiais com tração 4 X 4. Nesta ocasião a equipe de seis pessoas, incluindo o dr. Liszt, visitou mais de 14 aldeias.

Lá foi aplicado o questionário COPCORD na população indígena acima de 15 anos de idade, instrumento que permite estabelecer o mapa de ocorrência dos problemas reumáticos entre os índios. Todos aqueles portadores da sintomatologia
foram encaminhados para consultas médicas com o próprio dr. Liszt, em Ji-Paraná. Este grande trabalho de pesquisa deve estender-se até o mês de junho.

O apoio da Sociedade de Reumatologia de Rondônia (SRR) tem sido crucial para a concretização desta importante iniciativa acadêmica, que deve ser completada até o próximo mês de junho. Criada em 2013, a entidade tem sede em Porto Velho e é presidida pelo dr. Gentil de Lima Mauro Filho, residente em Vilhena. Na vice-presidência está o dr. Liszt Jonney, que mora em Ji-Paraná. “Durante estes seis anos de atuação, a SRR sempre esteve alinhada com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia e faz questão de ser um representante regional, realizando ações que levem informação e esclarecimento para os locais mais distantes e menos acessíveis”, salienta o dr. Liszt.

A seguir, a reportagem na íntegra da publicação “Boletim” sobre a aplicação do Projeto CopCord em Rondônia:



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