Pela 20ª vez a Estação Primeira de Mangueira é a campeã do Carnaval carioca

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A Estação Primeira de Mangueira conquistou o 20º título do Carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “História para Ninar Gente Grande”, que foi assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. A escola levou 24 alas e cinco alegorias para a Sapucaí na segunda-feira (4).

Com 100% de aproveitamento nas notas, a vitória da Mangueira se desenhou a partir do quarto quesito, Alegorias e Adereços, em que se descolou da Viradouro e Vila Isabel para não mais ser alcançada.

Além da campeã, o desfile das campeãs no próximo sábado (9) terá a vice-campeã Viradouro, Vila Isabel, Portela, Salgueiro e a Mocidade Independente de Padre Miguel. Impetatriz Leopoldinense e Império Serrano foram rebaixadas e desfilarão no Grupo de Acesso em 2020.

Além da Imperatriz, a Beija-Flor, que ganhou em 2018, foi outra escola trandicional com desempenho ruim. A agremiação de Nilópolis ficou em 11º lugar no carnaval deste ano.

A ÚLTIMA CONQUISTA  da verde e rosa havia sido em 2016 quando homenageou Maria Bethânia com o enredo “Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá”. Agora em 2019, com o enredo “História para Ninar Gente Grande” a comissão de frente buscou desconstruir a imagem de figuras históricas como a Princesa Isabel, o bandeirante Domingos Jorge Velho, o Marechal Deodoro da Fonseca, o Dom Pedro I e Pedro Álvares Cabral.


Foram recontadas batalhas entre índios e portugueses, com tribos dizimadas. Uma das alas mostrou os índios Cariris e sua luta para que o Nordeste não fosse invadido, em um conflito de mais de 50 anos.

Um grupo de musas da comunidade chamou a atenção por representar importantes mulheres negras como Acotirene, matriarca do Quilombo dos Palmares, e Adelina Charuteira, da campanha contra a escravidão no Maranhão.

O desfile foi bastante politizado e, assim como outras escolas deste ano, marcado pela sátira. Uma das alas representou caricaturas que caçoaram de Pedro Álvares Cabral (apresentado como presidiário) e Pedro I (montado em uma mula).

Cheio de livros gigantes, o quinto carro da Mangueira simbolizou “A história que a história não conta”, mais uma vez questionando as lições ensinadas nas escolas.

Veja a classificação final das escolas de samba:

1º: Mangueira

2º: Viradouro

3º: Vila Isabel

4º: Portela

5º Salgueiro

6º: Mocidade

7º: Unidos da Tijuca

8º: Paraíso do Tuiuti

9º: Grande Rio

10º: União da Ilha

11º: Beija-Flor

12º: São Clemente

13º: Imperatriz Leopoldinense

14º: Império Serrano

Veja a seguir alguns momentos da desfile da grande campeã, a Estação Primeira de Mangueira:

 



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