Parada cardiorrespiratória mata Maradona, ícone argentino e lenda mundial do futebol

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MARADONA, EM FOTO RECENTE, JÁ BASTANTE DEBILITADO PELO ALCOOLISMO E PELAS ALTAS DOSES DE REMÉDIOS QUE INGERIA

Diego Maradona, um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, morreu na manhã de hoje, quarta-feira (25), aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele estava em sua casa, em Tigre, cidade vizinha de Buenos Aires. A informação foi confirmada pelo biógrafo do jogador.

O craque passou mal pela manhã. Segundo a imprensa argentina, seis ambulâncias foram chamadas para atender o ex-jogador, mas os médicos não conseguiram salvá-lo.

A saúde de Maradona já estava precária desde o início do mês, quando ele sofreu uma delicada cirurgia no cérebro para drenar uma pequena hemorragia O médico Leopoldo Luque afirmou, na ocasião, que a cirurgia era considerada simples, mas havia preocupação pela condição de saúde do ex-jogador.

Depois, por decisão familiar e médica, o jogador permaneceu hospitalizado devido a uma “baixa anímica, anemia e desidratação” e um quadro de abstinência, devido ao vício em álcool. Ele recebeu alta 10 dias depois para iniciar tratamento contra o alcoolismo. 

Maradona deixa cinco filhos e quatro netos. Segundo o próprio advogado de Maradona, ele ainda teria mais três filhos não reconhecidos. 


UM CRAQUE POLÊMICO

O craque Maradona estreou pela seleção da Argentina em 1977 com apenas 16 anos e, mesmo já consagrado, acabou não sendo convocado para a Copa de 78. O sucesso no Mundial só veio oito anos depois, em 1986, em uma atuação antológica na Copa do México. Maradona levou a Argentina ao bicampeonato e fez dois gols que entraram para a história: um driblando toda a defesa da Inglaterra, e outro com a “Mão de Deus”, também contra os ingleses.

Maradona ainda teve uma outra chance de ser campeão do mundo. Em 1990, após eliminar o Brasil, ele levou a Argentina à final contra a Alemanha, mas acabou sendo derrotado junto com seus companheiros. O craque fez sua despedida da seleção de seu pais na Copa em 1994, no Mundial dos Estados Unidos, quando, de uma maneira melancólica, foi flagrado no exame antidoping. 

Três anos antes ele já havia vivido outro episódio igualmente constrangedor e deu-se quando ele ainda jogava na Itália pelo Nápoles, quando o doping aconteceu por causa do uso de cocaína. Ele chegou a ser condenado à prisão, mas pagou uma multa e voltou para o futebol argentino no começo da década de 1990.

Ainda durante o período que defendeu este time, os relatos dizem que Maradona se envolveu com a máfia da região e sempre teve a proteção deles para comprar e consumir drogas, além de poder curtir as baladas tranquilamente.

Maradona encerrou a carreira no Boca Juniors em 1998 após passagens por Sevilla e Newell’s Old Boys. O ídolo tinha um camarote na Bombonera e passou a ser figura presente nos jogos do time argentino em casa. Ele se aventurou na carreira de treinador e chegou a comandar a Argentina na Copa do Mundo de 2010, quando a equipe foi eliminada nas quartas de final. 



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