Para evitar um novo isolamento do Acre, como ocorreu em 2014 durante a cheia histórica que alagou trechos da BR-364, cerca de 16 quilômetros da rodovia federal já foram elevados. Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), restam ainda 4 quilômetros para a conclusão da obra, que deve ser finalizada até 15 de abril.

NESTE ANO, A DEFESA CIVIL JÁ PRATICAMENTE DESCARTOU A POSSIBILIDADE DE UMA ENCHENTE

O serviço é executado por uma empresa contratada pela Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau. A obra teve início em maio de 2018 e tinha previsão de término para dezembro daquele mesmo ano. No entanto, por conta do período chuvoso, o ritmo de trabalho foi desacelerado e a conclusão adiada por mais quatro meses. 

O superintendente do Dnit em Rondônia, Cláudio André Neves, explica essa elevação de alguns trechos da BR-364, única rodovia que liga o restante do país ao estado do Acre, é para evitar que seja alagada no período chuvoso. “Em 2014, teve a alagação e em alguns trechos a água invadiu a pista quando a cota do rio ultrapassou os 17 metros. Para evitar o ocorrido, nós iniciamos o trabalho de alteamento da BR-364 entre os Km 851 e 876 que ficou sob a responsabilidade de Jirau. Todo o serviço é para evitar que isso aconteça de novo e não atrapalhe a passagem de veículos”, justifica. 

A pavimentação asfáltica já foi concluída em 16 quilômetros da rodovia, restando apenas 4 do trecho total que foi elevado. Há ainda 3 quilômetros de drenagem que deve está sendo construída antes da camada asfáltica. “A sinalização da pista também já começou a ser feita juntamente com a defensa lateral do alteamento”, detalhe o superintendente destacando que em alguns pontos, a BR foi elevada até 2,5 metros.

ENCHENTE DESCARTADA  — Neste ano, a Defesa Civil já praticamente descartou a possibilidade de uma enchente com a proporções da de 2014. Na região, a lâmina d’água está distante da pista. Carlos André Neves detalhou que, apesar do período chuvoso, a obra não parou. “Começou o período chuvoso e não teve como continuar a obra com a mesma agilidade, mas os serviços não pararam apenas houve uma redução e os homens continuam no local”, finaliza o superintendente. 

Em alguns momentos da obra, motorista chegaram a reclamar que passaram até mais de 4 quatros parados na rodovia, esperando para seguir viagem. Como boa parte da pista foi novamente asfaltada, o tempo de espera reduziu para em média de 30 a 40 minutos, mas o trânsito continua sendo controlado para os motoristas que seguem para o Acre ou Rondônia. 


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