A falta de segurança e cuidados com as peças no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, facilitou o furto por parte de criminosos. Muitas estão expostas a ação do tempo e jogadas em várias partes abertas do complexo às margens do Rio Madeira, se deteriorando.

Para evitar novos furtos, por causa dessa situação de abandono ao patrimônio histórico, a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Asfemm), com a ajuda do Exército, deu início à remoção das peças e engrenagens que formavam o conjunto estrutural das locomotivas, trens e trilhos.

José Bispo, presidente da associação, informou que há dois meses, os moradores da localidade chegaram a fotografar dois homens carregando duas peças em uma motocicleta no período da noite. Com isso, o Ministério Público Federal (MPF) foi informado sobre o crime e a Asfemm solicitou a autorização para guardar as peças, que ainda correm risco de furtos, dentro do galpão.

Na oficina onde estão outras peças, parte das grades foram serradas por criminosos e usuários de drogas, que ficam no local durante a noite.
Ainda não houve manifestação da prefeitura sobre o assunto. O prefeito Hildon Chaves já disse que a concessão da Madeira-Mamoré significa um compromisso com Porto Velho. “Esses 50 anos que a Madeira-Mamoré vai ficar sob nossa responsabilidade significa um indicativo muito forte sobre nosso compromisso com Porto Velho. Esse patrimônio passa a ser do município para que possamos efetivamente construir um projeto sustentável e de longo prazo aqui nesse local que está no imaginário de quem mora em Porto Velho”, informou o chefe do executivo.



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