País enfrenta pior surto de febre amarela em 37 anos

ATÉ ESTA QUINTA-FEIRA, 26, FORAM CONFIRMADOS 88 CASOS, COM 43 MORTES. NÚMEROS CRESCEM POR TODO O PAÍS.

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O Brasil vive o pior surto de febre amarela desde 1980, quando os dados da doença começaram a ser registrados pelo Ministério da Saúde. Até esta quinta-feira, 26, foram confirmados 88 casos, com 43 mortes. Minas concentra quase a totalidade dos registros: 84 confirmações, com 40 óbitos. Além da explosão dos números, a infecção se alastra pelo País. Mato Grosso do Sul e Goiás, que este ano ainda não haviam notificado suspeitas, informaram nesta quinta dois casos sob investigação. Desde 1980, o pico havia sido em 2000, quando foram confirmados 85 casos. 

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NÃO HÁ AINDA POR PARTE DAS AUTORIDADES UMA EXPLICAÇÃO PARA A EXPANSÃO TÃO RÁPIDA DA DOENÇA

Para o diretor do departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, o que mais chama a atenção no surto deste ano é a velocidade de expansão. Os primeiros registros foram em Minas, no início do mês. Depois disso, o governo mineiro já notificou 486 casos, em 51 municípios. Desse total, 19 foram descartados, 84 foram confirmados e 383 estão em análise. Hage afirma não haver uma explicação para a expansão de casos tão rápida. Ele avalia ser remota, por exemplo, a possibilidade de que o surto deste ano seja provocado por um vírus mais agressivo. “O vírus da febre amarela é bastante estável.” O diretor, no entanto, chama a atenção para a localização dos primeiros casos: cidades mineiras onde as taxas de imunização contra a doença são consideradas baixas e municípios do Espírito Santo, onde até este ano não havia registro de casos e, justamente por isso, não tinham indicação para vacina.

A vacina contra febre amarela é indicada para populações que residem em 18 Estados, além do Distrito Federal. A imunização pode ser feita a partir dos 6 meses de idade, desde que respeitadas contraindicações. Embora esteja no calendário vacinal de boa parte do território do País, a cobertura nacional é baixa: 65%. O recomendado é que pelo menos 95% da população da área de risco esteja imunizada contra a doença.

O Ministério da Saúde tem afirmado que a produção de vacina no País é suficiente para atender o aumento da demanda.



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