Pacientes de Rondônia são salvos por médicos do ‘Doutores Sem Fronteiras’

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Na madrugada gelada no meio do Rio Mamoré, uma rara frente fria completa o cenário de filme de terror: sensação térmica próxima de 10 graus, escuridão total, sangue, correria e dois homens em estado grave – tudo isso muito longe de qualquer cidade ou hospital.

Uma árvore havia caído e atingido o primeiro paciente, que já tinha ficado desacordado e sangrava também pelo ouvido. O segundo estava em estado ainda pior, teve uma crise epiléptica com diversas convulsões seguidas durante todo o dia.

Tudo aconteceu na última sexta-feira (5) e ambos estavam no distrito de Surpresa, sem atendimento médico especializado e nem mesmo transporte para o hospital mais próximo, em Guajará-Mirim. Para o desespero dos familiares das vítimas, parecia que não havia mais o que fazer.

Mas os Doutores Sem Fronteiras estavam na região e viajavam a caminho da aldeia Barranquilha no Barco Hospital Walter Bártolo. Ao saber da ocorrência, a equipe foi resgatar os dois pacientes e os levou para a embarcação, onde receberam atendimento de emergência. Com o quadro mais estável, ambos seguiram de lancha e acompanhados pelos doutores até Guajará-Mirim.

No trajeto final até a cidade foram mais de duas horas de tensão. A médica Patrícia Alarcão e o dentista Felipe Machado foram os responsáveis por cuidar dos pacientes neste trecho.


“Estava escuro, balançava, fazia frio e o paciente estava muito assustado e sem entender direito, chegou até a convulsionar no meio do rio”, conta a doutora Patrícia, que entregou os dois homens à salvo para a equipe de emergência dos bombeiros em Guajará-Mirim.



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