OPINIÃO — Nove estão em condições de concorrer à prefeitura de Ji-Paraná

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Por Waldir Costa

Na hipótese de que as eleições municipais (prefeito, vice e vereador) de outubro próximo fossem imediatas teríamos, pelo menos, nove nomes na disputa do cargo ocupado, hoje, pelo prefeito Marcito Pinto (PDT), que pretende concorrer à reeleição. Ji-Paraná é o segundo maior colégio eleitoral do Estado (mais de 85 mil em 2018) e um município de enorme importância econômica, social e política do Estado.

Ji-Paraná tem três representantes no Congresso Nacional. Os senadores Acir Gurgacz (PDT), Marcos Rogério (DEM) e a deputada federal Sílvia Cristina. O município também é bem representado na Assembleia Legislativa (Ale) com o presidente da Casa de Leis, Laerte Gomes (PSDB) e cabo Jhony Paixão (PRB). 

Os senadores e a deputada federal não demonstraram, pelo menos até o momento, intenção de concorrerem à sucessão municipal neste ano. Mas os dois deputados (Laerte e Jhony) estão na fila de pretendentes a inquilino do Palácio Urupá a partir de 2021. Não se tem dúvida que Laerte é um nome em ascensão na política e com “a faca e o queijo”, como se dizia antigamente, para poder elevar sua popularidade e galgar postos, ainda, mais elevados na política. 

Já o cabo Jhony passou pela câmara de vereadores e comunicou as lideranças políticas e correligionários, que tem pretensão de concorrer à prefeitura. Ele tem um lastro eleitoral, pois se eleger vereador não é missão fácil na política, mas ele foi bem no cargo público-eleitoral e conseguiu votos para se tornar deputado o que sinaliza que é bom de urna


O prefeito Marcito Pinto, até recentemente demonstra intenção de concorrer à reeleição, porque vem realizando um bom trabalho desde quando era  vice-prefeito de Jesualdo Pires (PSB), que renunciou no segundo mandato, para concorrer a uma das duas vagas ao Senado, sem sucesso, porém. 

Pessoas ligadas a Marcito contam de forma discreta, que nos últimos meses ele vem demonstrando que não pretende continuar na política, porque estaria insatisfeito e disposto a retornar à iniciativa privada. 

O ex-vereador Isaú Fonseca, hoje no MDB, renovado e muito bem dirigido pelo jovem empresário Jônatas França vem ganhando espaço na política local. Na filiação de Isaú, em recente encontro dos mais participativos de lideranças locais e regionais, inclusive de outros partidos, ficou decidido que ele é o pré-candidato do partido a prefeito ji-paranaense.

Isaú coordenou a reeleição do deputado Laerte Gomes em 2018 e demonstrou competência e organização, pois o atual presidente da Ale somou 5.435 votos, quase 9% dos votos válidos no município. Caso Laerte abra mão da disputa, Isaú certamente terá o seu apoio.

O grupo do ex-senador Ivo Cassol do PP, tem pelo menos três nomes em condições de concorrer, com chances na disputa pela prefeitura. O radialista Licomédio Pereira, presidente municipal do partido; o médico João Durval e o ex-prefeito ex-deputado (federal e estadual) Carlos Magno, o mais experiente dos três. Um deles estará representando os adeptos do ex-senador.

Ainda dependendo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o nome da esposa e ex-primeira dama de Jesualdo Pires (PSB), Lilian Pires, é sempre citado quando o assunto é sucessão municipal. Ela tem amplo trânsito em todos os segmentos da sociedade de Ji-Paraná e foi muito elogiada no apoio aos programas sociais do marido, enquanto ele governou o município. Caso tenha condições legais para concorrer é pessoa com enorme representação popular.

Ainda há o PT, que está tentando retomar pelo menos parte do espaço político   e deve apresentar um nome para disputar o executivo municipal. O de maior projeção política no município é do ex-deputado federal, Anselmo de Jesus, mas não se nota  até o momento qualquer mobilização do partido.

As convenções partidárias para escolha dos candidatos serão realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto. Até lá poderão ocorrer mudanças no quadro atual de pré-candidatos a prefeito de Ji-Paraná. Por enquanto, não se cogita a apresentação de um nome que esteja fora do atual contexto político, hipótese que, na verdade, não pode ser descartada. Mas como em política nada é definitivo, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.



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