48 mandados de busca e apreensão e mais de 30 pedidos de mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos pela Polícia Civil de Rondônia na Operação Meganha. O objetivo é o combate a atos ilegais de favorecimentos a presos realizados por uma organização criminosa que atuava dentro do sistema carcerário de Porto Velho. Estão sendo cumpridos 
A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Conforme o delegado Marcos Vinicius, a Draco iniciou sua investigação contra apenados que praticavam crimes de tráfico de drogas, furtos e roubos e, durante esta investigação, foram identificados atos ilegais por parte de alguns agentes penitenciários do sistema carcerário local.

“Vários monitoramentos foram realizados, assim como, acompanhamento dos acusados e, de acordo com as investigações, alguns dos agentes públicos lotados no Presídio Ênio Pinheiro, favoreciam alguns presidiários em troca de vantagens pessoas, tais como, dinheiro, abastecimento do veículo particular, entre outras”, explica o delegado.

De acordo com a delegada Ingrid Brandão, também da Draco, as investigações demonstraram que os presidiários beneficiados tinham estreita relação com os agentes públicos. “Houve casos apurados durante a investigação de o preso dirigir o veículo particular do agente penitenciário, almoçar em restaurante e o preso pagar a conta, assim como, de ir buscar o filho do agente público na escola, dando a entender o laço de confiança e aproximação do agente público com o preso, em alguns casos”, disse a delegada Ingrid.

Os agentes públicos devem responder pela facilitação de entrada de aparelho celular em presídio, organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação imprópria, entre outros. A ação contou com o apoio de cerca de 200 policiais civis, entre eles, a colaboração direta de 20 delegados conduzindo quase 50 equipes.



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