Ação contra frigoríficos não vem a RO

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Rondônia não está entre os estados nos quais a Polícia Federal está agindo por conta da Operação ‘Carne Fraca’, cujo objetivo é desarticular uma suposta organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. A PF faz diligências em sete outros estados que são: Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Os fiscais, por meio de pagamento de propinas, facilitavam a produção adulterada de carne e derivados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.


O SECRETÁRIO-EXECUTIVO EUMAR NOVACKI CONCEDE ENTREVISTA COLETIVA

A operação policial teve início nesta sexta-feira e foi a que envolveu o maior número de agentes da PF na história: cerca de 1.100 policiais federais. Eles foram às ruas para cumprir 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de. Alguns dos principais frigoríficos do país, cujas carnes são vendidas em supermercados rondonienses, estão na mira da operação, como o BRF, dona das marcas Sadia e Perdidão, e a JBS, que detém as marcas Seara e Big Frango. Foram detidos executivos destes dois grupos.

O Ministério da Agricultura informou que as carnes que apresentaram problemas detectados pela operação ‘Carne Fraca’ são: mortadela, salsicha, carne de aves e houve suspeitas em carne bovina e ração animal.

POLICIAIS FEDERAIS RECOLHENDO DOCUMENTOS PARA A OPERAÇÃO CARNE FRACA (Vagner Rosário/VEJA.com)

Os lotes exatos de carnes com problemas só serão informados pelo Ministério possivelmente já nesta segunda-feira (20). Os produtos dos frigoríficos envolvidos estão sendo recolhidos dos supermercados, a produção foi interrompida e as unidades de produção foram interditadas. A investigação revelou o uso de carnes podres, maquiadas com ácido ascórbico e a reembalagem de produtos vendidos.

O cabeça — O líder do esquema, de acordo com a PF, era o fiscal Daniel Gonçalves Filho, que foi superintendente do escritório do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016. Ele atuava em parceria com pelo menos oito servidores do órgão, além de Flávio Cassou, atual executivo da Seara Alimentos, ligada à JBS.


O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, disse nesta sexta (17) em coletiva de imprensa que 33 servidores públicos já foram afastados. Destes, quatro foram exonerados. “Esses episódios nos deixam indignados e contrariados até porque estamos fazendo trabalho reconhecido e situações como essa trazem dano a imagem. As primeiras denúncias aconteceram há quase sete anos atrás e há dois anos as investigações e culminaram nessa operação”, afirmou diante dos jornalistas. O secretário disse ainda que procedimentos de fiscalização já haviam sido alterados pelo ministério no ano passado.

Novacki ressaltou que os produtos com problemas são “poucos” dentro do universo de boa qualidade da carne brasileira. “A população brasileira pode ficar tranquila, os produtos brasileiros são de qualidade e é por isso que exportamos para 150 países. Os riscos são muito pequenos, de mais de 4 mil estabelecimentos nós temos 21 sob suspeita”, destacou, reiterando que em 15 dias a o Ministério terá informações precisas sobre os lotes com problemas. 

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, também se manifestou sobre este escândalo. Ele citou a tolerância zero dentro de sua pasta e apontou que as investigações revelam um “crime contra a população brasileira”. Maggi cancelou a licença que tiraria na próxima semana para gerenciar a crise.

Entenda, neste infográfico, como funcionava o esquema:

 

 



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