OAB defende que PF entre no caso do advogado assassinado em Cacoal

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O PRESIDENTE DA OAB/RO, ELTON ASSIS

A Ordem dos Advogados de Rondônia (OAB) pretende buscar a federalização dos inquéritos instaurados pela Polícia Civil, que apura a morte de advogados no Estado, caso não haja avanço nas investigações. O último caso de assassinato envolvendo advogado aconteceu na tarde do dia 7 de maio deste ano, em frente à Câmara Municipal de Cacoal, contra Sidnei Sotele, que foi alvejado com vários tiros. 

O presidente da OAB, Elton Assis, enfatiza que é preciso ter um posicionamento claro por parte das autoridades do Estado. “Se não houver uma resposta para esses crimes nós vamos buscar federalização desses inquéritos para que eles sejam encaminhados e investigados pela Polícia Federal (PF). O que não podemos admitir é que haja crimes dessa natureza sem serem desvendados os autores”, enfatizou o presidente. 

Sobre o caso da morte do advogado e procurador geral da Câmara de Vereadores de Cacoal, Sidnei Sotele, o presidente disse que assim que ficou sabendo do caso, seguiu para o município, distante cerca de 480 Km da Capital, e em seguida buscou ajuda da Secretaria de Segurança do Estado (Sesdec), para que fossem tomadas as providências imediatas na elucidação do crime.

“Nós estamos cobrando das autoridades competentes que cheguem até os responsáveis por esse crime porque isso não pode ser admitido em razão das circunstancias, ainda mais por se tratar de um crime de pistolagem que tem se tornado corriqueiro em Rondônia, principalmente no interior”, afirmou Elton Assis. 

Outro crime que também está sendo acompanhado de perto pela OAB é a morte do presidente da Subseção da Ordem em Cacoal, o advogado Valter Nunes de Almeida. Ele foi morto a tiros dentro do seu próprio escritório na tarde do dia 30 de março de 2007. 


Elton Assis informou que a polícia chegou a atuar em uma linha de investigação e, durante o julgamento no Tribunal do Júri, foi apurado que essa linha de investigação era equivocada. Ou seja, as pessoas que estavam sendo acusadas eram inocentes. “A OAB está exigindo das autoridades que prossigam o inquérito, para apurar efetivamente o que aconteceu e quem foram os mandantes da morte do advogado. Nós estamos provocando isso junto a Sesdec e a Polícia Civil, porque queremos resposta”, garante. 

Da mesma forma, o presidente afirmou que está cobrando resposta para o caso do advogado Luis Bezerra de Menezes assassinado a tiros na noite do dia 2 de março de 2012, dentro de um bar no município de Guajará-Mirim



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