O número de pessoas mortas em acidentes nas rodovias federais de Rondônia cresceu 7,31% no primeiro semestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre janeiro e junho deste ano foram registrados 44 óbitos decorrentes de acidentes, o que representa uma morte a cada quatro dias. Em 2018 foram 41 óbitos em seis meses.

Segundo a PRF, a quantidade de mortes cresceu mesmo diante de uma queda de 7,90% no número total de acidentes. No primeiro semestre de 2018 foram registrados 784 acidentes, ante 722 neste ano.

O relatório da PRF também revela um aumento no número de acidentes com pessoas feridas. No primeiro semestre do ano passado foram 808 vítimas feridas, contra 883 em 2019.

Outra estatística que cresceu nas rodovias federais foi o número de acidentes com pessoas mortas ou feridas gravemente. Em 2018 foram 187 casos no estado; já neste ano são 196, ou seja, um crescimento de 4,81%.

Dos 722 acidentes registrados no primeiro semestre deste ano, em 562 as vítimas tiveram lesões pelo corpo. Isso representa um crescimento de 4,26% na quantidade de acidentes com feridos. Os dados do relatório da PRF são relacionados ao monitoramento feito diariamente pela patrulha na BR-364, BR-319, BR-435, BR-174, BR-429, BR-421 e BR 425.


MAX CABRAKM CHEFE DO NUCOM da PRF em Rondônia, explicou ao G1 que mesmo com a redução no número total de acidentes, as colisões ficaram mais graves no estado. Por isso houve mais mortos neste ano.

“Os acidentes diminuíram, mas a gravidade deles aumentou. Isso normalmente está ligado a um maior desrespeito por parte do condutor, como em casos de ultrapassagens proibidas e velocidade excessiva, além de embriaguez ao volante”, diz. Ainda de acordo com o policial rodoviário, a ultrapassagem proibida geralmente ocasiona colisão frontal, que é a mais indesejada, e isso eleva o número de óbitos.

Para evitar colisões, o ideal é que o motorista não ultrapasse em locais proibidos. “Na dúvida, não ultrapasse! Ainda mais em Rondônia, onde não existe um fluxo intenso de carros. Se o condutor esperar poucos instantes, certamente surgirá uma outra oportunidade de ultrapassagem muito mais adequada e segura”, diz.



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