Vereador Marcelo Lemos solta nota explicativa

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O vereador distribuiu à imprensa uma carta com sua visão sobre a sua cassação, explicando e justificando alguns fatos. Leia a seguir o documento na íntegra: 

Alguns veículos de comunicação divulgaram uma matéria jornalística sobre a decisão do Juiz Edson Sassamoto, que em sede de ação eleitoral proposta pelo meu suplente, o Sr. Cristiano Matto, cassou meu mandato eletivo de vereador, ao qual fui legitimamente eleito pelo município de Ji-Paraná no ultimo pleito eleitoral.

Segundo a sentença terceira pessoa teria supostamente comprado um voto de um eleitor indígena, para provavelmente me beneficiar, e teria pago o valor de R$50,00; todavia, o mais interessante disso tudo é que tal “eleitor” é meu opositor político, e a “suposta” prova da compra de votos seria unicamente seu testemunho; alias, a referida pessoa sequer foi ouvida como testemunha, e sim como um informante, que não tem compromisso algum de dizer a verdade, pois o próprio juiz reconheceu que ele tinha patente interessa na causa.

Além disso, a minha cassação se baseou num outro depoimento prestado por outra testemunha, também ouvida como informante, que de igual forma não tinha compromisso algum de dizer a verdade, conforme reconhecido pela própria justiça, ao qual sustentou que uma criança [não sabe o nome e nem a identificação], estaria “supostamente” auxiliando os índios mais idosos a votar, indicando meu numero. 

Tais fatos foram rechaçados pelo próprio presidente da mesa receptora de votos, que à época exercia a função de servidor público que estava a serviço da própria justiça eleitoral, ou seja, o próprio representante da Justiça Eleitoral sustentou que no local da votação não ocorreu nenhuma ilegalidade. 


Se não bastasse, o próprio Ministério Público, que acompanhou de perto o desenvolvimento do processo, me deu razão, argumentando que não havia sequer indícios que levassem a minha cassação.

Do mesmo modo concluiu a Policia Federal, ao asseverar em sede de inquérito policial que não havia indicio algum de compra de votos, tanto é verdade que arquivou o inquérito que investigava os mesmos fatos.

A Policia Federal foi além, ao desvendar que na realidade havia na aldeia uma luta pelo controle da liderança indígena, e não compra de votos; logo, as duas denuncias visavam unicamente desestabilizar o atual Cacique, não tendo credibilidade alguma.

Respeito a decisão judicial, mais não concordo com ela, motivo pelo qual recorrerei da sentença, para que o Tribunal reveja a minha cassação, que na minha visão foi injusta e fruto de uma armação de meu próprio suplente, que foi quem patrocinou a ação. Por mais que o juiz tenha reconhecido que ele, meu suplente, provavelmente tenha utilizado o cargo de delegado de policia civil e a estrutura da própria policia para criar as provas que serviram para me condenar, as quais considero que foram plantadas, logo são ilegítimas [depoimento de dois informantes], terei a serenidade de continuar a exercer meu mandato de maneira tranquila e responsável, da forma como sempre guiei minhas ações.

Tranquilizo a população de Ji-Paraná quanto a esse fato. Recorro no cargo e dele não me afastarei em momento algum, pois com fé em Deus e no trabalho desenvolvido por meu advogado, Dr. Nelson Canedo, especialista nessa área, conseguirei reverter a decisão judicial.

Marcelo Lemos                                                                                                             Vereador                                                                                                              Amigo que Faz!



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