Em plena viagem oficial do presidente Michel Temer (PMDB) para Oslo, o governo da Noruega anuncia o corte de pelo menos 50% no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento. O anúncio foi feito ontem, 22, em uma reunião entre as autoridades de Oslo e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.

Questionado se poderia garantir que a taxa de desmatamento seria reduzida para o futuro, o chefe da pasta no Brasil apenas disse que “apenas Deus poderia garantir isso”. “Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas, e a esperança é de que ele diminua”, disse.

Ele ainda culpou o governo de Dilma Rousseff (PT) pelo desmatamento. “O ministro norueguês é bem informado e sabe que (o aumento do desmatamento) é fruto do governo passado e do corte de orçamento nos órgãos de fiscalização”, disse.

No total, o Brasil deve perder cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (R$ 196 milhões) para o Fundo da Amazônia. O fundo tem como base um acordo de 2008 que diz que quando um desmatamento aumenta, o dinheiro é cortado. “Isso vai significar um corte de metade”, disse o ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidal Helgeser, depois de uma reunião marcada às pressas com Sarney Filho.

“Nos baseamos nas taxas. O resultado é o que importa”, disse o escandinavo, que afirmou estar confiante de que o desmatamento volte a ser combatido no Brasil depois de algumas promessas do governo. Mesmo assim, ele insistiu que uma decisão sobre o futuro da Amazônia não depende dele.


“As decisões sobre as florestas brasileiras dependem do Brasil. Não da Noruega”, disse. “Estou otimista de que ministro brasileiro está fazendo o que pode para ter orçamento e leis”, afirmou. “O Brasil mostrou ao mundo que pode ser feito e eu sempre uso como exemplo.”



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